sábado, 28 de fevereiro de 2015

 
 
Numismática

 Moedas Portuguesas Comemorativas do EURO

 
51ª. Moeda
Campeonato do Mundo de Futebol
África do Sul
2010
       2,50 Euro               
Características da moeda

Anv: Apresenta no centro a simulação de um mapa evidenciando o ambiente festivo da multidão que agita uma bandeira, onde figura o escudo nacional assente na esfera armilar, no lado oposto figura o valor facial da moeda em duas linhas "2,50 euro", e na orla direita a legenda "Portugal".

 
Rev: Apresenta no campo central o mapa do continente africano, onde se destacam a multidão e os jogadores, uma bola, o símbolo oficial do Campeonato, a era e as legendas "Mundial da FIFA - África do Sul 2010". 
Autor: Carlos Marques.
Moedas de Cuproníquel com acabamento normal:
Valor facial 2,5 Euro; Cuproníquel; Dia 28 mm; Peso 10 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 120.000 exemplares.
Moedas de Prata proof:
Valor facial 2,5 Euro; Ag: 925/100 de toque; Dia 28 mm; Peso 12 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 12.500 exemplares.
 O campeonato do Mundo de Futebol foi criado no ano de 1928 em França, sob a liderança do presidente Jules Rimet, estando aberta a todas as federações reconhecidas pela FIFA (Federação Internacional de Futebol Associado). A primeira edição ocorreu no ano de 1930 no Uruguai, cuja selecção que a organizou foi a vencedora. O nome dado à taça faz referência a Jules Rimet. Apenas 8 países foram campeões mundiais até hoje. O Brasil, é a única selecção a ter participado em todas as edições, com um total de 5 títulos. É também o único proprietário permanente da Taça Jules Rimet, (posta em jogo em 1930) e ganha em definitivo pelo país que vencesse pela terceira vez o campeonato, o que se aconteceu  na competição em 1970 com Pelé, o único jogador tricampeão mundial da história. À selecção brasileira segue-se a da Itália e da Alemanha, actual campeã, com 4 troféus cada uma. A equipa que venceu a primeira edição, o Uruguai, conquistou duas vezes, como a Argentina, outro país sul-americano. Finalmente, França, Inglaterra e Espanha, ganharam o Campeonato do Mundo uma vez cada. O Uruguai (1930), a Itália (1934), a Inglaterra (1966), a Alemanha (1974), a Argentina (1978) e a França (1998) conseguiram vencer  uma edição em casa. Enquanto, os únicos países que ganharem fora de seus continentes são o Brasil na Europa em 1958 e na Ásia em 2002 , a Espanha na África em 2010. O Campeonato do Mundo de Futebol de 2010 foi a décima nona edição que ocorreu entre 11 de junho e 11 de julho. O evento foi sediado na África do Sul, tendo sido realizado em 9 cidades.  Esta edição compreendeu o total de 32 selecções, sendo 13 europeias, 8 americanas, 6 africanas, 3 asiáticas e 2 da ocêania. As selecções da Sérvia e da Eslováquia fizeram a sua estreia na competição como países independentes. Nesta edição houve uma grande goleada: Portugal ganhou por  7 a 0  à Coreia do Norte. Os melhores jogadores do mundo do campeonato anterior não tiveram um bom desempenho, dando lugar a outros  jogadores que se evidenciaram, como; David Villa, Xabi Alonso e Andrés Iniesta de Espanha, Bastian Schweinsteiger, Mesut Özil e Thomas Müller da Alemanha, Diego Forlán do Uruguai, Wesley Sneijder e Arjen Robben da Holanda. A grande campeã  foi a Selecção Espanhola, que havia conquistado o Campeonato Europeu de 2008 à Alemanha. Na selecção espanhola pontuavam jogadores como Iker Casillas, eleito o melhor jogador do mundo em 2008 e 2009, Xavi Hernández e Andrés Iniesta, respectivamente 3º e 5º melhores jogadores do mundo em 2009, Fernando Torres, David Villa e Cesc Fàbregas, respectivamente os 3º, 10º e 15º melhores jogadores do mundo em 2008. No caminho até à final, a Espanha eliminou Portugal, Paraguai e Alemanha nas fases finais. A equipa que se sagrou vice - campeã foi a dos Países Baixos, que havia eliminado o Uruguai, o Brasil e a Eslováquia. A partida foi realizada em 11 de julho na cidade de Joanesburgo, com um público estimado em 84 490 pessoas. Sob o apito do árbitro inglês Howard Webb, a partida terminou o primeiro e o segundo tempos sem golos. No segundo tempo do prolongamento, aos 116 minutos de jogo, Andrés Iniesta marcou o golo da vitória e levantou a taça do primeiro título da Espanha em Campeonatos do Mundo. O campeonato do Mundo de Futebol é o evento desportivo mais assistido em todo o mundo, ultrapassando os Jogos Olímpicos.
Fontes: Wikipedia- Campeonato Mundial de Futebol 2010; INCM, e colecção particular do autor.
 
F I M
 
Publicado no Jornal das Caldas em 25-02-2015



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

 
Numismática
MOEDAS PORTUGUESAS COMEMORATIVAS DO EURO 
50ª. Moeda
Centenário da Implantação da República
       2 Euro               
Características da moeda
Anv: Apresenta ao centro e sobre o lado direito, o mapa da Europa. No lado esquerdo, apresenta o valor facial da moeda,"2 Euro".
 
Rev: Apresenta no campo central uma composição de elementos mais significativos e simbólicos da República; a efígie, as armas da mesma e a legenda "República Portuguesa 1910-2010", disposta em arco sobre o escudo e, envolvendo todo o desenho, encontram-se dispostas em forma circular as 12 estrelas que representam a União Europeia.   
Autor: João Cândido e Luc Luycx.
Moedas Bimetálica de acabamento normal:
Valor facial 2 Euro; Dia 25,75 mm; Peso 8,5 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 1.000.000 exemplares.
Moedas BNC:Valor facial 2 Euro; Dia 25,75 mm; Peso 8,5 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 15.000 exemplares.
Moedas Proof:Valor facial 2 Euro; Dia 25,75 mm; Peso 8,5 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 10.000 exemplares.
No final do século XIX, durante o reinado de D. Carlos, o país vivia uma crise económica e social muito grave o que levava a uma insatisfação crescente entre a população. O rei D. Manuel II, filho de D. Carlos, somente governou durante dois anos e sob elevada contestação social.
No meio de tanta agitação social, emerge o Partido Republicano, que já vinha ganhando adeptos e o seu manifesto era centrado contra a Monarquia.
Segundo o Partido Republicano, só a mudança de regime podia salvar Portugal do calvário e do lodo onde se encontrava.
 A revolução foi proclamada por todo o povo antes ainda de decidida a última acção, ou de se saber quem alcançaria a vitória, em 5 de Outubro de 1910 e, desde esse momento, a notícia foi transmitida para todas as cidades e terras de Portugal, sendo a adesão unânime à República que se traduziu num verdadeiro plebiscito de espontaneidade e entusiasmo, entrando logo a vida portuguesa em normalidade. Mantiveram-se os valores do Estado, o comércio abriu as suas portas e a República era consagrada com cantares e alegrias, porque se respirava um ar oxigenado e livre.
 Os governos da 1ª República centraram as suas prioridades no combate ao analfabetismo, no ensino técnico, agrícola, comercial, industrial e no campo científico e técnico.
A situação começou a agravar-se, apesar das grandes expectativas da população de evolução do país com a 1ª República. Os principais factores desse agravamento foram: a situação económico-financeira e consequente agitação social, a participação de Portugal na 1ª Guerra Mundial e o facto de durante 16 anos, Portugal ter passado por 45 Governos, 8 presidentes e sessões de Parlamento extremamente agitadas.
Em 28 de Maio de 1926, o General Gomes da Costa iniciou uma revolta, a partir de Braga, numa marcha militar até Lisboa, conquistando a adesão de largos sectores do Exército ao longo do percurso. Chegado à capital, o Presidente da República Bernardino Machado renunciou ao cargo e o Governo já se havia demitido. O golpe militar impôs a dissolução do Parlamento, a suspensão das liberdades individuais, a censura à imprensa e o poder passou a ser assumido por militares, instaurando-se, assim, um regime de Ditadura Militar.
Em 25 de Abril de 1974, a revolução dos cravos implantou a democracia, alavancando o país para o desenvolvimento, a qual tem ao longo destes anos passado por algumas dificuldades, mas nunca a comprometendo. Permitiu-nos aderir à C.E.E., que foi de certo modo o grande impulsionador e dinamizador do desenvolvimento do pais.
No ano de 2010, o Banco de Portugal não quis deixar passar despercebida esta efeméride, mandando cunhar uma moeda corrente, onde no, anverso da mesma, estão inscritos os valores da República.
 Fontes: Wikipédia; I.N.C.M.; colecção particular do autor.
 
Publicado no Jornal das Caldas em 19-02-2015
FIM

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

 
Numismática

MOEDAS PORTUGUESAS COMEMORATIVAS DO EURO

 
49ª. Moeda
Uma Moeda Contra a Fome
       1,50 Euro               
Características da moeda
Anv: Apresenta no campo central a representação de duas mãos a pegar no escudo e no campo inferior apresenta o valor facial da moeda "1,50 euro", a legenda "Portugal" e a era"2010".
Rev: Apresenta no campo central e sob a forma de dois círculos concêntricos, diversos conjuntos de mãos que simbolizam a distribuição de alimento, no campo direito surge a legenda «Banco alimentar contra a fome»
Autor: João Duarte
Moedas Cuproníquel com acabamento normal:
Valor facial 1,50 Euro; Cuproníquel 75/25; Dia 26,5 mm; Peso 8 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 100.000 exemplares.
Moeda de Prata proof:
Valor facial 1,50 Euro; Ag: 925/1000 de toque; Dia 26,5 mm; Peso 10 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 5.000 exemplares.
Banco Alimentar
Os Bancos Alimentares Contra a Fome são uma resposta necessária mas provisória porque "toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente que lhe assegure e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda aos serviços sociais necessários" ; Excerto do artigo 25º da Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Os Bancos Alimentares são Instituições Particulares de Solidariedade Social que lutam contra o desperdício de produtos alimentares encaminhando-os para distribuição gratuita às pessoas carenciadas. A acção dos Bancos Alimentares assenta na gratuitidade, na dádiva, na partilha, no voluntariado e no mecenato.

Os Bancos Alimentares em actividade recolhem e distribuem várias dezenas de milhares de toneladas de produtos e apoiam ao longo de todo o ano a acção de mais de 1.400 instituições em Portugal. Por sua vez, estas distribuem refeições confeccionadas e cabazes de alimentos a pessoas comprovadamente carenciadas, abrangendo já a distribuição total mais de 216.000 pessoas.

A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome coordena esta acção, dinamiza a rede disponibilizando informação e meios materiais, representa os Bancos Alimentares Contra a Fome junto dos poderes públicos, das empresas de âmbito nacional e de organizações internacionais, e efectua, a nível nacional, a repartição de algumas  dádivas.
O primeiro Banco Alimentar Contra a Fome surge nos EUA em Phoenix (Arizona) em 1966. A ideia foi trazida para a Europa em 1984 e para Portugal em 1992 com a abertura do Banco Alimentar Contra a Fome em Lisboa. Depois disso foram abertos muitos outros Bancos Alimentares em Portugal.
Fontes:
www incm.pt
Diário da República Electrónico - www.dre.pt
Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome - www.bancoalimentar.pt
Colecção particular do autor.

 Publicado no Jornal das Caldas em 11-02-2015

 
F I M

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

 
Numismática

MOEDAS PORTUGUESAS COMEMORATIVAS DO EURO

48ª. Moeda
Série Portugal Universal
Luís Vaz de Camões
      0,25 de Euro            
Características da moeda
Anv: Apresenta no centro do campo e no círculo interior o valor facial da moeda de 0,25 Euro em duas linhas e, entre os números dois e cinco, o escudo das armas nacionais sobreposto à esfera armilar. No círculo exterior e na parte superior inscreve-se a legenda "2010 República Portuguesa" e na parte inferior inscreve-se as características do metal  "AU 999%o 1/20 OZ e o nome do escultor - Espiga".

Rev: Apresenta no campo central a figura do poeta e, por baixo em duas linhas a legenda "CAMÕES - Luís de Camões - 1594-1580" entre círculos concêntricos. Na parte superior do campo e sobre o lado esquerdo a era "2010" e, em campo oposto, o nome do escultor "Espiga".
Autor: José Manuel Espiga Pinto.
Moedas de Ouro:
Valor facial 0,25 Euro; Au: 999/1000 de toque; Dia. 14 mm; Peso 1,56 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 15.000 exemplares.
 
Luís Vaz de Camões, ou Luís de Camões, nasceu cerca do ano de 1524 na cidade de Lisboa oriundo de uma família da pequena nobreza. A casa ancestral de Camões tinha as suas origens na Galiza, seria descendente por via paterna de Vasco Pires de Camões, trovador galego, guerreiro e fidalgo que se mudou para Portugal no ano de 1370, recebendo do rei grandes honrarias. Luís de Camões era filho de Simão Vaz de Camões e de sua mulher Dona Ana de Sá Macedo. Com apenas três anos de idade, a família teve que se deslocar para Coimbra devido à peste que assolou a cidade de Lisboa. Da sua infância nada se sabe. Da sua juventude pouco se sabe, mas terá recebido uma educação nos moldes clássicos, dominando o latim, estudando a literatura, e a história antiga e moderna. Por volta do ano de 1536, recebeu a protecção e a educação de um seu tio que o encaminhou para Coimbra. Dizem uns que era um aluno rebelde e indisciplinado, mas interessado pelo conhecimento das coisas, debruçando-se sobre história e literatura. Por volta do ano de 1544 com vinte anos de idade, abandonou os estudos e regressou a Lisboa. Consta que em Lisboa levou uma vida de boémia, frequentando tabernas e envolvendo-se em conflitos e em jogos amorosos. Nalgumas biografias tardias do poeta, surgem referências aos seus amores, por exemplo, falava-se de uma paixão pela infanta Dona Maria, irmã do rei, o que lhe valeu a prisão e uma outra por Catarina de Ataíde,  sendo outro amor frustrado; refugiou-se no Ribatejo, alistando-se posteriormente como soldado para Ceuta, onde permaneceu cerca de dois anos, perdendo aí a vista direita numa batalha naval no estreito de Gibraltar. Regressado a Lisboa, voltou à vida anterior. Um documento datado de 1550 dá-o como alistado para viajar à Índia, como se segue:”Luís de Camões, filho de Simão Vaz de Camões e Ana de Sá, moradores em Lisboa, na Mouraria; escudeiro de 25 anos, barbirruivo, trouxe por fiador a seu pai; vai na nau de S. Pedro dos Burgaleses… entre homens de armas”. Embarcou no ano de 1553, porque numa procissão de Corpus Christi altercou com Gonçalo Borges, empregado do Paço, e feriu-o com a espada, sendo por isso condenado à prisão e libertado somente em Março de 1553. Embarcou na nau São Bento em fins de Março de 1553, aportando em Goa no ano de 1554, enfrentando tempestades no Cabo da Boa Esperança, onde se perderam três naus. No ano de 1555, alistou-se e combateu na expedição contra o rei de Chembé. Neste mesmo ano, Camões acompanhou a esquadra de Manuel Vasconcelos para combater os mouros no mar Vermelho, não encontrando o inimigo, a armada aportou a Ormuz; aqui, pensa-se que iniciou a escrita de “Os Lusíadas”. No ano de 1556, regressou a Goa onde escreveu o “Auto de Filodemo”. Foi preso devido a dívidas contraídas entre os anos 1556 e 1561. Mais tarde, foi libertado pelo governador de então, Dom Francisco Coutinho que o empregou e protegeu, nomeando-o Provedor-mor dos Defuntos e Ausentes de Macau entre 1562 e os anos de 1564 ou 1565. Neste espaço de tempo, deu continuidade à escrita de “Os Lusíadas” que cada vez mais ganhava forma no seu todo. De regresso a Goa, sofreu um naufrágio junto à foz do rio Mekong, salvando apenas o manuscrito de “Os Lusíadas”; este desastre inspirou-o às célebres redondilhas “Sobre os rios que vão”, considerado mais tarde por António Sérgio como o expoente máximo da lírica camoniana. A trama do naufrágio teve influência numa redefinição de “Os Lusíadas”, a partir do Canto VII, conforme alocução do seu amigo Diogo do Couto. No ano de 1567, Camões embarcou para Portugal na nau de Pedro Barreto com destino a Sofala na ilha de Moçambique, onde este havia sido designado governador, e aí Camões esperaria por um transporte que o trouxesse de regresso a Portugal. Chegado a Portugal, desembarcou na cidadela de Cascais, a bordo da nau Santa Clara em Abril de 1570. Ao fim de tantas peripécias concluiu “Os Lusíadas”, tendo-os apresentado ao rei Dom Sebastião que determinou que fossem publicados em 1572, concedendo-lhe uma pequena tensa em paga pelos serviços prestados na Índia, no valor de quinze mil reis anuais. Segundo consta, os últimos anos de sua vida foram passados num quarto com as maiores dificuldades económicas. A sua obra “Os Lusíadas” é considerada a epopeia portuguesa por excelência, narrando a história de Vasco da Gama, dos heróis portugueses que navegaram além do Cabo da Boa Esperança, abrindo uma nova rota para a Índia. Adoeceu em Junho de 1580 depois de contrair a peste, falecendo nesse mês, sendo o seu corpo sepultado numa campa rasa na Igreja de Santa Ana ou no cemitério dos pobres. O dia 10 de Junho é o escolhido para comemorar o “Dia de Portugal de Camões e as das Comunidades”.
 
Bibliografia:. Wikipedia. org. Luís de Camões. História de Portugal Pinheiro Chagas. I.N.C.M.. Colecção particular do autor.
 

Publicado no Jornal das Caldas em 04 de Fevereiro de 2015

 
F I M


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Numismática

MOEDAS COMEMORATIVAS DO EURO 

47ª. Moeda

Património da Humanidade
Torre de Belém
2,50 Euro
Características da moeda
Anv: Apresenta junto ao bordo da moeda a legenda "República Portuguesa 2009", No campo central, o escudo nacional, assente sobre a esfera armilar, ao centro e atravessando na horizontal ao longo da moeda, um nó de corda. Por baixo deste, o valor facial da moeda em duas linhas 2,50 Euro.


 Rev: Apresenta junto ao bordo da moeda, a legenda "Torre de Belém"; no campo central é apresentado um relevo alusivo à Torre de Belém e evidenciando as respectivas guaritas, a designação e o símbolo da UNESCO.
Autor: José João de Brito.
Moedas de cuproníquel com acabamento normal:
Valor facial 2,5 Euro; CN; Dia. 28 mm; Peso 10 g; Bordo serrilhado. Cunhagem 150.000 exemplares.
Moedas de Prata proof:
Valor facial 2,50 Euro; Ag: 925/1000 de toque; Dia. 28 mm; Peso 12 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 5.000 exemplares.
História
A Torre de Belém é um dos monumentos mais expressivos e bonitos da cidade de Lisboa. Fica localizada na margem direita do rio Tejo, e inicialmente era cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje a terra firme. O monumento destaca-se pelo nacionalismo implícito, visto que é todo rodeado por decorações do Brasão de armas de Portugal, incluindo inscrições de cruzes da Ordem de Cristo nas janelas de baluarte; tais características remetem principalmente à arquitectura típica de uma época em que o país era uma das principais potências europeias (início da Idade Moderna).
Classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 1983, foi eleita como uma das Sete maravilhas de Portugal em 7 de Julho de 2007.
Originalmente sob a invocação de São Vicente de Saragoça, padroeiro da cidade de Lisboa, designada no século XVI pelo nome de Baluarte de São Vicente a par de Belém e por Baluarte do Restelo, esta fortificação integrava o plano defensivo da barra do rio Tejo projectada à época de D. João II de Portugal (1481-95), integrado na margem direita do rio pelo Baluarte de Cascais e, na esquerda, pelo Baluarte da Caparica.
A construção só viria a ser iniciada em 1514, sob o reinado de  D. Manuel I de Portugal (1495-1521), tendo como arquitecto Francisco de Arruda. Localizava-se sobre um afloramento rochoso nas águas do rio, fronteiro à antiga praia de Belém, e destinava-se a substituir a antiga nau artilhada, ancorada naquele trecho, de onde partiam as frotas para as Índias. As suas obras ficaram a cargo de Diogo Boitaca, que, à época, também dirigia as já adiantadas obras do vizinho Mosteiro dos Jerónimos.
Concluída em 1520, foi seu primeiro alcaide Gaspar de Paiva, nomeado para a função no ano seguinte.
Com a evolução dos meios de ataque e defesa, a estrutura foi, gradualmente, perdendo a sua função defensiva original. Ao longo dos séculos foi utilizada como registo aduaneiro, posto de sinalização telegráfico e farol. Os seus paióis foram utilizados como masmorras para presos políticos durante o reinado de D. Filipe II de Espanha (1580-1598), e, mais tarde, por D. João IV de Portugal (1640-1656). O Arcebispo de Braga e Primaz de Espanha, D. Sebastião de Matos de Noronha (1586-1641), por coligação à Espanha e fazendo frente a D. João IV, foi preso e mandado recluso para a Torre de Belém.
Sofreu várias remodelações ao longo dos séculos, principalmente a do século XVIII que privilegiou as ameias, o varandim do baluarte, o nicho da Virgem, voltado para o rio, e o claustro.
O monumento reflecte influências islâmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da tradição medieval das torres de menagem, ensaiando um dos primeiros baluartes para artilharia no país.
Parte da sua beleza reside na decoração exterior, adornada com cordas e nós esculpidos em pedra, galerias abertas, torres de vigia no estilo mourisco e ameias em forma de escudos decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas, como um rinoceronte, alusivos às navegações. O interior gótico, por baixo do terraço, serviu como armaria e prisão.
A sua estrutura compõe-se de dois elementos principais: a torre e o baluarte. Nos ângulos do terraço da torre e do baluarte, sobressaem guaritas cilíndricas coroadas por cúpulas de gomos, ricamente decorada em cantaria de pedra.
A torre quadrangular, de tradição medieval, eleva-se em cinco pavimentos acima do baluarte, a saber: 1º. andar - Sala do Governador. 2º. andar - Sala dos Reis, com teto elíptico e fogão ornamentado com meias-esferas. 3º. andar - Sala de Audiências. 4º. andar - Capela e 5º. andar - Terraço da torre
A nave do baluarte poligonal, ventilada por um claustro, abre 16 canhoneiras para tiro rasante de artilharia. O terrapleno, guarnecido por ameias, constitui uma segunda linha de fogo, nele se localizando o santuário de Nossa Senhora do Bom Sucesso com o Menino, também conhecida como a Virgem do Restelo por "Virgem das Uvas".
 
Fontes: pt.wikipedia.org/wiki/Torre_de_Belém, INCM, colecção particular do autor.

Publicado no Jornal das Caldas em 28 de Janeiro de 2015 

F i m


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

 
Numismática
 

MOEDAS PORTUGUESAS COMEMORATIVAS DO EURO

46ª. Moeda
Património da Humanidade
Mosteiro dos Jerónimos
2 1/2 Euro
           
Características da moeda

Anv: Apresenta na orla inferior a legenda "PORTUGAL", no campo superior a era "2009" e por cima o valor facial da moeda em duas linhas "2 1/2 Euro", ao lado o escudo nacional assente na esfera armilar, surgindo como elemento de fundo um campo onde se representam as nervuras ogivais da abóbada do Mosteiro.
 Rev: Apresenta no campo central uma figura alongada composta pela sequência das arcadas e fachada do edifício do Mosteiro dos Jerónimos, culminando com a representação da porta sul da igreja e respectivo trabalho de gravura; na orla esquerda da moeda, encontra-se a legenda "Mosteiro dos Jerónimos" e no campo inferior o símbolo da UNESCO e o logótipo do Património Mundial. 
Autor: Isabel Carriço/Fernando Branco.
Moedas de Prata com acabamento normal;
Valor facial 2,50 Euro; CN; Dia. 28 mm; Peso 10 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 150.000 exemplares.
Moedas de Prata proof:
Valor facial 2,50 Euro; Ag: 925/1000 de toque; Dia 28 mm; Peso 12 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 5.000 exemplares.
Mosteiro dos Jerónimos ou Mosteiro de Santa Maria de Belém é um mosteiro manuelino, testemunho monumental da riqueza dos Descobrimentos portugueses. Situa-se em Belém, Lisboa, à entrada do Rio Tejo. Constitui o ponto mais alto da arquitectura manuelina e o mais notável conjunto monástico do século XVI em Portugal e uma das principais igrejas da Europa.
Destacam-se o seu claustro, completo em 1544, e a porta sul, de complexo desenho geométrico, virada para o rio Tejo. Os elementos decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos. O monumento é considerado património mundial pela UNESCO, e em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.
Em 2010 foi visitado por 644 729 visitantes, 92,2% estrangeiros, e no ano de 2013 foi visitado por 722 mil visitantes.
Encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia, foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias. Escolhido o local, junto ao rio em Santa Maria de Belém, em 1502 foi iniciada a obra com vários arquitectos e construtores, entre eles Diogo Boitaca (plano inicial e parte da execução) e João de Castilho (novo plano, abóbadas das naves e do transepto – com uma rede de nervuras em forma de estrela –, pilares, porta sul, claustro, sacristia e fachada) que substituiu o primeiro em 1516/1517. No reinado de D. João III, foi acrescentado o coro alto.
Deriva o nome de ter sido entregue à Ordem de São Jerónimo, nele estabelecida até 1834. Sobreviveu ao sismo de 1755 mas foi danificado pelas tropas invasoras francesas enviadas por Napoleão Bonaparte no início do século XIX.
O Mosteiro é uma referencia cultural que não escapou nem aos artistas, cronistas ou viajantes durante os seus cinco séculos de existência. Foi acolhimento e sepultura de reis, e, mais tarde, de poetas.
Inclui, entre outros, os túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D. João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, de Luís Vaz de Camões, de Alexandre Herculano e de Fernando Pessoa. O corpo de Almeida Garrett encontrou-se aqui sepultado entre 08-03-1926 e 01-12-1966, altura em que foi solenemente trasladado para o Panteão Nacional da Igreja de Santa Engrácia.
Após 1834, com a expulsão das Ordens Religiosas, o templo dos Jerónimos foi destinado à Igreja Paroquial da Freguesia de Santa Maria de Belém.
Hoje é admirado por cada um de nós, não apenas como uma notável peça de arquitectura mas como parte integrante da nossa cultura e identidade.
Numa extensão construída em 1850, está localizado o Museu Nacional de Arqueologia. O Museu da Marinha situa-se na ala oeste. Integrou, em 1983, a XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura.
O Mosteiro dos Jerónimos foi declarado Monumento Nacional em 1907 e, em 1983, a UNESCO classificou-o como "Património Cultural de toda a Humanidade".
Fontes: pt.wikipedia.org/wiki/Mosteiro_dos_Jerónimos; Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre; INCM; colecção particular do autor.

 Publicado no Jornal das Caldas em 14-01-2015

 

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