quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Numismática
Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro 

38ª. Moeda
Património Cultural
O Fado
2,50 Euro             
Características da moeda


Anv: Apresenta na parte central e descaído sobre o lado direito, uma guitarra portuguesa, sobrepondo-se a esfera armilar e as armas nacionais. Na orla superior apresenta as legendas “2008” e “República Portuguesa” e, no campo superior, o valor facial da moeda 2,50 Euro em duas linhas.

Rev: Apresenta no campo central esquerdo, um arco de onde emerge a figura de uma fadista, acompanhada de um braço de uma guitarra e da legenda “Fado”, e na orla superior descaindo para a direita a legenda “Património Cultural”.
Autor: José Cândido.
Moedas de Prata com acabamento normal:
Valor facial 2,50 Euro; Cuproníquel; Dia. 28 mm; Peso 10 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 150.000 exemplares.
Moedas de Prata proof:
Valor facial 2,50 Euro; Ag: 925/1000 de toque; Dia. 28 mm; Peso 12 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 20.000 exemplares.
O Fado é um estilo musical português, geralmente cantado por uma só pessoa (fadista) e acompanhado por guitarra clássica (nos meios fadistas denominada viola) e guitarra portuguesa. O Fado foi elevado à categoria de Património Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO numa declaração aprovada no VI Comité Intergovernamental desta organização internacional, realizado em Bali, na Indonésia, entre 22 e 29 de Novembro de 2011. A palavra Fado vem do latim fatum, ou seja "destino", é a mesma palavra que deu origem às palavras fada, fadário, e "correr o fado. Uma explicação popular para a origem do fado de Lisboa remete para os cânticos dos Mouros, que permaneceram no bairro da Mouraria, na cidade de Lisboa, após a reconquista Cristã. A tristeza e a melancolia, tão comuns no Fado, teriam sido herdadas daqueles cantos. No entanto não existem registos do fado até ao início do século XIX, nem era conhecido no Algarve, último reduto dos árabes em Portugal, nem na Andaluzia onde os árabes permaneceram até aos finais do século XV, pelo que não parece viável a sua origem tão longínqua. Noutra teoria, também não completamente provada, a origem do fado parece despontar da imensa popularidade nos séculos XVIII e XIX da Modinha, e da sua síntese popular com outros géneros afins, como o Lundu. No essencial, a origem do fado é ainda desconhecida, mas certo é que surge no rico caldo de culturas presentes em Lisboa, sendo por isso uma canção urbana. No entanto, o Fado só passou a ser conhecido depois de 1840 nas ruas de Lisboa. Nessa época, só o Fado do marinheiro era conhecido e era, tal como as cantigas de levantar ferro, as cantigas das fainas, ou a cantiga do degredado, cantado pelos marinheiros na proa do navio. Na primeira metade do século XX o Fado foi adquirindo grande riqueza melódica e complexidade rítmica, tornando-se mais literário e mais artístico. Os versos populares são substituídos por versos elaborados e começam a ouvir-se as décimas, as sextilhas, os alexandrinos e os decassílabos. Durante as décadas de 30 e 40, o cinema, o teatro e a rádio projectaram esta canção para o grande público. Esta foi a época de ouro do Fado em que  tocadores, e cantadores saíram das vielas e recantos escondidos para brilharem nos palcos do teatro, nas luzes do cinema e para serem ouvidos na rádio ou em discos.
Surgiram então as Casas de Fado e com elas o lançamento do artista de fado profissional. Para se poder cantar nestas Casas era necessário ter carteira profissional. As casas proporcionavam também um ambiente de convívio e o aparecimento de letristas, compositores e intérpretes. Os artistas que cantavam o fado trajavam de negro. É no silêncio da noite que se deve ouvir, com uma alma que sabe escutar, esta canção, que nos fala de sentimentos profundos da alma portuguesa. É este o Fado que faz chorar as guitarras…O fadista canta o sofrimento, a saudade de tempos passados, a saudade de um amor perdido, a tragédia, a desgraça, a sina e o destino, a dor, amor e ciúme, a noite, as sombras, os amores, a cidade, as misérias da vida, critica a sociedade, etc… As Casas de Fado estão quase todas situadas nos velhos bairros de  Alfama, Castelo, Mouraria, Bairro Alto, Madragoa e as suas origens boémias, baseadas nas tabernas e bordéis, nos ambientes de orgia e violência dos bairros mais pobres e violentos da capital, tornavam o fado condenável aos olhos da Igreja, que desde cedo tentou impedir a evolução de tal movimento. Porém, é com a penetração da fidalguia nos bairros do castelo, com a presença constante dos cavalheiros e mesmo fidalgos titulares, que o fado se torna presença nos pianos dos salões aristocráticos. Tais nobres que se aventuravam naquele ambiente bairrista foram traduzindo as melodias da guitarra às damas de sociedade, que até ali só investiam nas “modinhas”. Tal investidura levou a que o Fado, ao passar da década de 1880 se tornasse assíduo dos salões.


A primeira cantadeira de Fado de que se tem conhecimento foi Maria Severa Onofriana que cantava e tocava guitarra nas ruas da Mouraria, especialmente na Rua do Capelão. Era amante do Conde de Vimioso e o romance entre ambos é tema de vários fados.
Os temas mais cantados no Fado são a saudade, a nostalgia, o ciúme, as pequenas histórias do quotidiano dos bairros típicos e as lides de touros. Deste tipo de Fado "clássico"  são expoentes, Carlos Ramos, Alfredo Marceneiro, Maria Amélia Proença, Berta Cardoso, Maria Teresa de Noronha, Hermínia Silva, Fernando Farinha, Fernando Maurício, Lucília do Carmo, Manuel de Almeida, Vicente da Camara, etc... O Fado moderno teve o seu apogeu com Amália Rodrigues. Foi ela quem popularizou Fados com letras de grandes poetas, como Luís de Camões, José Régio, Pedro Homem de Mello, Alexandre O’Neill, David Mourão-Ferreira, José Carlos Ary dos Santos, Luís Gordo e outros, no que foi seguida por outros fadistas como João Ferreira Rosa, Teresa Tarouca, Carlos do Carmo, Beatriz da Conceição, Maria da Fé, Mísia, Rodrigo, João Braga, etc… Nascido em Lisboa, o Fado tornou-se rapidamente numa canção nacional que é hoje conhecido mundialmente e pode ser (e é muitas vezes) acompanhado por violino, violoncelo e até por orquestra, mas não dispensa a sonoridade da guitarra portuguesa, de que houve, e ainda há, excelentes executantes, como Armandinho, José Nunes, Jaime Santos, Raul Nery, José Fontes Rocha, Carlos Gonçalves, Pedro Caldeira Cabral, José Luís Nobre Costa, Ricardo Parreira, Paulo Parreira ou Ricardo Rocha. Também a viola é indispensável na música fadista e há nomes incontornáveis como Alfredo Mendes, Martinho d'Assunção, Júlio Gomes, José Inácio, Francisco Perez Andión, o Paquito, Jaime Santos Jr., Carlos Manuel Proença que tocaram este instrumento. Actualmente, muitos jovens – Anabela, Dulce Pontes, Cuca Roseta, Marco Rodrigues, Ana Moura, Carminho, Rodrigo Costa Felix, Raquel Tavares, Helder Moutinho, Maria Ana Bobone, Mariza, Yolanda Soares, Joana Amendoeira, Mafalda Arnauth, Miguel Capucho, Ana Sofia Varela, Marco Oliveira, Katia Guerreiro, Luísa Rocha, Camané,  Aldina Duarte, Gonçalo Salgueiro, Diamantina, Ricardo Ribeiro, Cristina Branco , António Zambujo, entre outros, juntaram o seu nome aos dos consagrados ainda vivos e estão a dar um novo fôlego  a esta canção urbana que está a ser definitivamente apreciada em todo o mundo.
Categoria de tipos de fados: Fado Alcântara - Fado Aristocrata - Fado Bailado - Fado Batê - Fado-Canção - Fado Castiço - Fado Corrido - Fado Experimental - Fado Marcha Alfredo Marceneiro - Fado da Meia-noite - Fado Menor - Fado Mouraria - Fado Pintadinho - Fado Tango - Fado Tamanquinhas - Fado Vadio - Rapsódia de fados - Fado Marialva
Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fado - INCM - Colecção particular do autor.

 F I M

Publicado no Jornal das Caldas em 15-10-2014

sábado, 26 de julho de 2014

Numismática
Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

37ª. Moeda
Jogos Olímpicos de Pequim
2,5 de Euro
                      
                   
Anv: Apresenta no campo central descaído para o lado esquerdo, a parte ocidental do globo, evidenciando a Europa, circundado pela legenda “República Portuguesa 2008”, no campo oposto o escudo da armas portugueses e por baixo o valor facial da moeda 2,5€.



Rev: Apresenta no campo central descaído para o lado direito, o lado oriental do globo, evidenciando o continente asiático e a China, rodeado pela legenda “Jogos Olímpicos de Pequim”, e no campo lateral superior o logótipo e a legenda do Comité Olímpico de Portugal.
Autor: José Cândido.
Moedas de cuproníquel com acabamento normal:
Valor facial 2,5 Euro; Cu; Dia 28 mm; Peso 10 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 300.000 exemplares.
Moedas de Prata proof:
Valor facial 2,5 Euro; Ag: 925/100 de toque; Dia 28 mm; Peso 10 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 12.000 exemplares.

Jogos Olímpicos de 2008 oficialmente Jogos da XXIX Olimpíada foi um evento multidesportivo realizado em Pequim, na República Popular da China, que decorreu entre os dias 8 e 24 de agosto de 2008, compreendendo um total de 10 500 atletas que competiram nos 302 eventos das 28 modalidades, totalizando um evento a mais que os Jogos de 2004, em Atenas. Como os eventos do hipismo ocorreram em Hong Kong, essa foi a terceira vez na história que os Jogos foram realizados por dois Comités Olímpicos Nacionais (COM). Em 1956, as competições de hipismo ocorreram em Estocolmo, Suécia, enquanto que os outros eventos ocorreram em Melbourne, na Austrália. Anteriormente, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1920, disputados em Antuérpia, Bélgica as últimas duas regatas da classe 12 pés da vela foram realizadas nos Países Baixos. Os Jogos de 2008 foram consagrados a Pequim pelo Comité Olímpico Internacional (COI) em 13 de julho de 2001. O logotipo oficial dos Jogos, intitulado Dancing Beijing, traz uma caligrafia estilizada do carácter chinês jīng (, capital), referindo-se à cidade sede. O governo chinês não mediu esforços para tentar realizar os maiores Jogos Olímpicos da história e investiu bastante nas infra-estruturas. Foram 37 locais os escolhidos para abrigar as competições, sendo doze deles inteiramente construídos especialmente para o evento. Durante a cerimónia de encerramento, o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Jacques Rogge, declarou que foram “Jogos verdadeiramente excepcionais”. Os Jogos proporcionaram a quebra de 43 recordes mundiais e 132 recordes olímpicos. Conquistaram medalhas 87 nações durante  estes Jogos. Os atletas chineses conquistaram 51 medalhas de ouro, o segundo melhor desempenho de uma delegação na história moderna dos Jogos, com excepção das edições em que ocorreram boicotes. Michael Phelps, dos Estados Unidos, quebrou o recorde de maior número de medalhas de ouro numa única edição de Jogos Olímpicos, e maior número de medalhas de ouro de um atleta olímpico. Usain Bolt, da Jamaica, assegurou o título simbólico de “homem mais rápido do mundo” ao bater o recorde mundial dos 100 e 200 metros. Logo após os Jogos Olímpicos, foram realizados os Jogos Paralímpicos, de 6 a 17 de setembro.

Participaram nestes Jogos Olímpicos 204 nações.

O programa de Pequim 2008 foi muito similar ao dos Jogos de Atenas em 2004. Foi composto por 32 modalidades, totalizando 302 eventos (165 provas masculinas, 127 femininas e 10 mistas).

Alguns eventos foram adicionados ou alterados, tais como:
Ciclismo: as provas de BMX masculino e BMX feminino foram incluídas.
Atletismo: os 3000 m com obstáculos feminino foram disputados pela primeira vez.
Natação: as maratonas aquáticas de 10 km. masculina e feminina também se estrearam.
Ténis de mesa: as provas por equipas (masculinas e femininas) foram disputadas no lugar das provas de duplas.
Abaixo apresenta-se a lista de modalidades que foram disputadas nos Jogos. Os desportos aquáticos natação, nado sincronizado, saltos ornamentais e pólo aquático são regulamentados pelo mesmo órgão.
Em baixo e emtre parênteses o número de eventos em cada modalidade:
Atletismo (47) -  Badminton  (5) –Basquetebol  (2) –Beisebol  (1) – Boxe  (11) –Canoagem  (16) – Ciclismo  (18) – Esgrima  (10) –  Futebol  (2 ) – Ginástica  (18) – Halterofilismo  (15) – Handebol  (2) – Hipismo  (6) – Hóquei sobre a grama  (2) – Judo  (14) -  Lutas  (18) – Natação sincronizad (2) – Natação  (34) –Pentatlo moderno  (2) – Polo aquático  (2) – Remo  (14) – Saltos ornamentais  (8) – Softbol  (1) – Taekwondo  (8) – Ténis  (4) – Ténis de mesa  (4) – Tiro  (15) –Tiro com arco  (4) –Triatlo  (2) – Vela  (11) – Voleibol  (2)  - Voleibol de praia.

Portugal esteve representado nestas olimpíadas, tendo ganho duas medalhas – uma de ouro, na prova do tripo salto pelo atleta Nélson Évora e outra de prata, na prova do triatlo pela a atleta Vanessa Fernandes.

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Quadro_de_medalhas_dos_Jogos_Ol%C3%Admpicos_de_Ver%C3%A3o_de_2008. Trechos avulso da INCM. Colecção particular do autor.

F I M

Publicado no Jornal das Caldas em 23-07-2014

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Numismática
Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

36ª. Moeda
60º. Aniversário da Declaração dos Direitos Humanos
2 de Euro
Características da moeda


Anv: Apresenta no centro do campo e no círculo interior o mapa da Europa, salientando-se os países aderentes à União Europeia, e o círculo exterior apresenta-se vazio.

  
 Rev: Apresenta no círculo interior ao cimo a figura do escudo que assenta na esfera armilar, por baixo a legenda “Portugal” e a era da moeda “2008”. Ao redor da orla interior a legenda “60 ANOS DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS”. No círculo exterior e em toda a sua área, vislumbra-se uma composição de 12 estrelas. 

Autores: Luc Luycx e João Duarte.
Moedas de Cuproníquel com acabamento normal: Valor facial 2 Euro. Ni; Dia 25,75 mm; Peso 8,50 g.; Bordo circular, bicolor, serrilhado com inscrição. Cunhagem 1.000.000 exemplares.
Moedas de Cuproníquel com acabamento BNC: Valor facial 2 Euro. Ni; Dia 25,75 mm; Peso 8,50 g.; Bordo circular, bicolor, serrilhado com inscrição. Cunhagem 20.000 exemplares.
Moedas de Cuproníquel com acabamento Proof: Moedas de Valor facial 2 Euro. Ni; Dia 25,75 mm; Peso 8,50 g.; Bordo circular, bicolor, serrilhado com inscrição. Cunhagem 15.000 exemplares.

No ano de 2008 comemorou-se o de 60º. Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É uma data que para além da sua comemoração, leva-nos a uma profunda reflexão sobre tudo o que se passa à nossa volta.
As origens desta Declaração estão vinculadas à proclamação dos direitos humanos na Revolução Francesa e na Independência dos Estados Unidos da América. Entretanto, as raízes mais remotas desse posicionamento podem ser encontradas nas tradições culturais e religiosas. Nas suas origens mais próximas, a promulgação pela Assembleia das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 ocorre num contexto internacional específico, que certamente teve uma influência muito marcante no texto, expressando o sentimento da humanidade na ocasião. Na época vivia-se um clima de expectativa após a Segunda Guerra Mundial e a divulgação por todos os meios da imprensa escrita radiofónica e televisionada dos horrores praticados contra países, etnias e pessoas. A humanidade toda se sentia atingida por essas atrocidades.
Portanto, a Declaração expressa o sentimento de um basta a tudo que atenta contra a condição humana e contra a dignidade humana de cada pessoa.
O texto com o Art. XXV, dos Direitos Humanos diz-nos:
Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe, e à sua família, saúde e bem-estar, inclusivé alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimónio gozarão da mesma proteção social. O aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem da ONU é assinalado pela UE com uma homenagem aos dissidentes.
Fontes:
Trechos avulso da INCM. Colecção particular do autor.
Publicado no Jornal das Caldas em 16-07-204
                                                           F I M

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Numismática
Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

35ª. Moeda
Moeda Contra a Indiferença
1 1/2 de Euro
               
Características da moeda
Anv: Apresenta, no campo central superior, o escudo nacional emerge de um conjunto de figuras geométricas, no campo central inferior figuram as legendas «Portugal», «AMI» e o respectivo símbolo e, junto à orla, a legenda «2008».
Rev: No campo central, inserida num conjunto de figuras geométricas, é representada a «cadeirinha de quatro mãos», pese embora falte uma mão, simbolizando a ineficácia em
consequência da passividade. No campo lateral esquerdo, na vertical, vislumbra-se a legenda «Contra a Indiferença», no campo inferior, está inscrito o valor facial de 1 ½ €.

Autor: José Cândido.
Moeda de Cuproníquel: Acabamento normal.
Valor facial 1 ½ Euro; Cn; Dia 26,5 mm; Peso 8 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 50.000 exemplares.

Moedas de colecção com acabamento à Flor do Cunho.
Valor facial 1 ¼  Euro; Cn; Dia 26,5 mm;   Peso 8 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 10.000 exemplares.

Moedas de colecção com acabamento Proof.
Valor facial 1 ¼  Euro; Ag 925 de toque; Dia 26,5 mm; Peso 8 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 5 000 exemplares.

Pela primeira vez, uma instituição humanitária portuguesa tem uma moeda evocativa. Concebida em parceria com a Imprensa Nacional Casa da Moeda, “Uma Moeda Contra a Indiferença”, é a primeira de uma nova série de moedas de colecção sob o lema «Uma Moeda, Uma Causa», iniciativa que pretende associar a numismática à luta pela afirmação de valores de solidariedade social e a apoiar entidades que se dedicam de forma abnegada e altruísta a estes fins.
O objectivo desta iniciativa é angariar 300 mil euros (um euro por cada moeda vendida) para os diferentes projectos nacionais e internacionais da AMI.
Fundação AMI - Assistência Médica Internacional
Departamento de Informação e Comunicação.

Assistência Médica Internacional

Desde a sua fundação em Dezembro de 1984 que a AMI (Assistência Médica Internacional) trava uma luta contra as duas doenças mais graves do mundo: a intolerância e a indiferença, as quais considera estarem na origem do facto de três quartos da população mundial viver de forma indigna. 

A dignificação da vida humana é o principal objectivo do trabalho da AMI, que tem como princípio a saúde física, mental, social e ambiental. O trabalho da AMI assenta em quatro pilares: a Acção Internacional, em favor das vítimas de guerras, catástrofes e da pobreza extrema; a Acção Nacional em favor dos excluídos sociais; a Acção de Alertar Consciências sensibilizando a opinião publica para uma indignação activa em relação a temas preocupantes do nosso mundo (paz, justiça, ambiente, etc.) e os direitos humanos; e a Acção Ambiental na qual demonstra que cuidar da saúde é também cuidar do ambiente. 

A AMI depende maioritariamente dos fundos que angaria junto da sociedade civil, garante da sua independência financeira e liberdade de acção.

Fontes: INCM-Imprensa Nacional – Casa da Moeda – www incm.pt. Diário da Republica.    
Electrónico-www.dre.pt.
htto:/www.filamaticadifusao.pt/product_info.php?products_id=204.
Colecção particular do autor.

 Publicado no Jornal das Caldas em 09 de Julho de 2014

F I M

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Numismática

Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro 
34ª. Moeda
Série Portugal Universal
D. Dinis
¼ de Euro

Anv: Apresenta no centro do campo o escudo, por baixo o valor facial da moeda ¼ de Euro e na orla inferior a legenda “Republica Portuguesa.
Rev: Apresenta no campo central a figura de uma cruz de cristo, ladeada por uma árvore (pinheiro), por baixo uma pena, simbolizando, respectivamente a Ordem a que esteve ligado, as árvores que plantou, e a pena, representativo dos dotes de poeta medieval.
Autor: Isabel Carriço e Fernando Branco
Moedas de Ouro de valor facial ¼ de Euro; 999%o; Diâmetro 14 mm; Peso 1,56 g; Bordo Serrilhado; Cunhagem 30 000 exemplares.
El-rei D. Dinis nasceu em Lisboa em 9 de outubro 1261 e faleceu em Santarém no dia 7 de janeiro de 1325. Era filho de D. Afonso III e da infanta Beatriz de Castela, sendo aclamado rei em Lisboa no ano de 1279, tendo subido ao trono com 17 anos de idade. Em 1282 casou com Isabel de Aragão, que ficaria conhecida para a história como Rainha Santa.
Foi o sexto rei da dinastia afonsina na lista de reis de Portugal,com os cognomes de "O Lavrador" “O Rei-poeta”, pelo grande impulso que deu à agricultura e ampliação do pinhal de Leiria, e devido também à sua longa obra literária que nos legou.
Sabe-se que a figura fisionómica de D. Dinis tinha de altura cerca de 1,65 m. O monarca faleceu com a provecta idade de 63 anos, feito notável para a época. Aparentemente, gozou de excelente saúde durante toda a sua vida: apenas fez o primeiro testamento completo aos 61 anos, viajou, participou em guerras e caçou até aos 60 anos de idade. Governou Portugal durante 46 anos e foi o principal responsável pela criação da identidade nacional; após a conclusão da reconquista por seu pai, definiu as fronteiras de Portugal no Tratado de Alcanizes, no ano de 1297.
A sua prioridade governativa foi essencialmente a organização do reino: continuando a vertente legisladora de seu pai D. Afonso III, a profusa acção legislativa está contida, hoje, no Livro da Leis e Posturas e nas Ordenações Afonsinas.
Procedeu a importantes reformas judiciais, instituiu a língua Portuguesa como língua oficial a corte, criou a primeira Universidade portuguesa libertou as Ordens Militares no território nacional de influências estrangeiras e prosseguiu um sistemático acréscimo do centralismo régio. A sua política centralizadora foi articulada com importantes acções de fomento económico - como a criação de inúmeros concelhos e feiras. D. Dinis ordenou a exploração de minas de cobre, prata, estanho e ferro e organizou a exportação da produção excedente para outros países europeus. Em 1308 assinou o primeiro acordo comercial português com a Inglaterra. Em 1312 fundou a marinha Portuguesa, nomeando 1º Almirante de Portugal o genovês Marques de Passanha e ordenando a construção de várias docas.
D. Dinis redistribuiu terras, promoveu a agricultura e fundou várias comunidades rurais, assim como mercados e feiras criando as chamadas feiras francas ao conceder a várias povoações diversos privilégios e isenções. Um dos seus maiores legados foi a ordem de plantar o Pinhal de Leiria, que ainda se mantém, de forma a proteger as terras agrícolas do avanço das areias costeiras.

 Como poeta, presentemente, conhecem-se 137 poemas escritos por D. Dinis: 73 Cantigas de Amor, 51 Cantigas de Amigo e 10 Cantigas de Escárnio e Maldizer. Não é por acaso que estes poemas se chamam cantigas. Chamam-se cantigas porque foram escritos para serem cantados. Foi um famoso trovador, contribuindo para o desenvolvimento da poesia trovadoresca na península Ibérica.
Exemplo de uma cantiga de amigo da autoria do rei D. Dinis.
"Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo!
ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi há jurado!
ai Deus, e u é?"
 Pensa-se ter sido o primeiro monarca português verdadeiramente alfabetizado, tendo assinado sempre com o nome completo toda a legislação produzida no seu reinado. Culto e curioso das letras e das ciências, terá impulsionado a tradução de muitas obras para português, entre as quais se contam os tratados de seu avô Afonso X o Sábio.
Foi o responsável pela criação da primeiro universidade Portuguesa inicialmente instalada na zona do actual Largo do Carmo, em Lisboa e por si transferida, pela primeira vez, para Coimbra, em 1308. Esta Universidade, que foi transferida várias vezes entre as duas cidades, ficou definitivamente instalada em Coimbra em 1537, por ordem do monarca D. João III.
Os últimos anos do seu reinado foram, marcados por conflitos internos. O herdeiro, futuro D. Afonso IV, receoso que o favorecimento de D. Dinis ao seu filho bastardo, D. Afonso Sanches o espoliasse do trono, exigiu o Poder e combateu o pai. Nesta luta teve intervenção da Rainha Santa Isabel que, em Alvalade se interpôs entre as hostes inimigas já postas em ordem de batalha.
Descendência de D. Dinis.
De sua mulher, infanta Isabel de Aragão (1270-1336):
- Constança de Portugal (1285-1313), casou com o rei Fernando IV de Castela
- Afonso IV, Rei de Portugal (1290-1357)
Filhos naturais:
- Havidos de Grácia Froes:
- Pedro Afonso, conde de Barcelos (1287-1354)
- Havidos de Aldonça Rodrigues Talha:
- Afonso Sanches (1289-1329), senhor de Albuquerque e rival de seu
meio-irmão Afonso IV
- Havidos de Marinha Gomes:
- Maria Afonso (1290-1340), senhora de Gibraleon
- Maria Afonso (?-1320), freira no Mosteiro de Odivelas
- Havidos de outras senhoras:
- João Afonso, senhor da Lousã (1280-1325)
- Fernão Sanches (1280-1329)
- Pedro Afonso (1280-?).


F I M