quarta-feira, 17 de junho de 2015

 
Numismática

MOEDAS PORTUGUESAS COMEMORATIVAS DO EURO

57ª. Moeda
Série Portugal Universal
Padre António Vieira
1/4 de Euro
Características da moeda
Anv: Apresenta, descaído para a esquerda do campo o escudo nacional sobreposto à esfera armilar, circundado  junto à orla superior pela legenda “República Portuguesa",  junto à orla direita pelo valor facial da moeda em duas linhas "1/4 Euro" e na orla inferior pela pela legenda "A. Marinho INCM Au 9990/00 - 1/20 Oz".


Rev: Apresenta junto à orla esquerda a legenda "Pe. António Vieira-2011",junto à orla inferior a legenda "INS", servindo-se do alongamento da perna da letra h onde se colocou uma cruz e na orla da direita a imagem do Padre Vieira com a legenda "1608-1697", que representa a data do seu nascimento e a data da sua morte. O campo central da moeda encontra-se vazio.
 Autor: José Manuel Espiga Pinto.
Moedas de Ouro:
Valor facial 1/4 de Euro; Au: 999/1000 de toque; Dia. 14 mm; Peso 1,56 g; Bordo serrilhado. Cunhagem 15.000 exemplares.
 
António Vieira ou Padre António Vieira, sendo este último o nome pelo qual ficou mais conhecido nasceu na cidade de Lisboa a 6 de Fevereiro de 1608 e faleceu em S. Salvador no Brasil em 18 de Julho de 1697. Nascido num lar humilde, na Rua do Cónego, perto da Sé de Lisboa, foi o primogénito de quatro filhos de Cristóvão Vieira Ravasco e de Maria de Azevedo natural da cidade de Lisboa. Foi um religioso, filósofo, escritor e exímio orador da Companhia de Jesus. Foi um distinto missionário em terras brasileiras, onde foi um incansável defensor dos direitos dos povos indígenas, combatendo a exploração e a escravidão. Era conhecido entre os indígenas tupi como "Paiaçu" ou "Grande Padre/Pai". Dedicou-se à defesa dos judeus, à abolição da distinção entre cristãos novos e cristãos velhos, à abolição da escravatura, criticou os sacerdotes da sua época, mas em especial a acção da Santa Inquisição.
Os seus sermões eram de tal importância que frequentemente era exigida a sua leitura nas universidades.
Deixou uma obra complexa que exprime as suas opiniões políticas, não sendo propriamente um escritor, mas sim um orador. Além dos Sermões, redigiu o Clavis Prophetarum, livro de profecias que nunca concluiu. Entre os seus sermões, alguns dos mais célebres foram: o "Sermão do Quinto Domingo da Quaresma", o "Sermão da Sexagésima", o "Sermão pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal contra os da Holanda", o "Sermão do Bom Ladrão", "Sermão de Santo António aos Peixes"  entre outros. Padre António Vieira deixou cerca de 700 cartas e 200 sermões.
Cronologia
1608 – Nasceu a 6 de Fevereiro na cidade de Lisboa, na freguesia da Sé, filho   primogénito de Cristóvão Vieira Ravasco e de Maria de Azevedo.
1614 – Desembarcou com a família em Salvador da Baía, onde frequentou as aulas do Colégio dos Jesuítas.
1624 - No mês de Maio, as forças holandesas ocuparam a cidade de Salvador.
1626 – Com 18 anos de idade, o noviço António Vieira foi encarregado de redigir a Carta Annua ao Geral dos Jesuítas, relatório anual da Companhia de Jesus no Brasil, constituindo o seu primeiro escrito.
1627 – Transferiu-se para o Colégio dos Jesuítas de Olinda, onde passou a ministrar aulas de Retórica.  
1633 – Pregou o seu primeiro sermão em público, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador.
1634 – Foi ordenado sacerdote, a 10 de Dezembro, celebrando a 13 do mesmo mês a sua primeira missa.
1638 – Foi nomeado Lente em  Teologia.
1641 – Padre António Vieira viajou para Lisboa, onde residiu até 1646.
1642–1644 – Pregou pela primeira vez na Capela Real em Lisboa, o "Sermão dos Bons Anos", em atenção ao brilhantismo das suas prédicas recebeu em 1644, o título de Pregador de Sua Majestade e alguns dos seus sermões foram publicados separadamente.
1645 – Pregou o "Sermão do Mandato", na Capela Real, em Lisboa.
1646–1652 – Pregador e conselheiro de D. João IV, foi por este enviado como embaixador em diversas missões diplomáticas aos Países Baixos e a França, negociando Pernambuco, a paz europeia, o financiamento da guerra contra Castela e a futura Companhia Geral do Comércio do Brasil. Foi um período de grande actividade diplomática e política de António Vieira, que se deslocou por grande parte da Europa, representando e defendendo os interesses portugueses. Fez, ainda, parte da embaixada portuguesa nas negociações da Paz de Münster, cujo objectivo era pôr fim à Guerra dos Trinta Anos. Em Ruão e Amesterdão, encontrou-se e negociou com representantes da comunidade judaica portuguesa aí refugiada, o que lhe valeu, desde então, a hostilidade do Santo Ofício.
1652 – Em Novembro regressou  ao Brasil, a fim de se dedicar às missões junto dos indígenas do estado do Maranhão, dos quais assumiu a defesa, contra os interesses da escravatura por parte dos colonos.
1654 – Pregou o "Sermão de Santo António aos Peixes", na véspera de embarcar para Lisboa, pediu providências favoráveis aos índios e às missões jesuítas no estado do Maranhão.
1655 – Antes de voltar às missões do Estado do Maranhão, em Abril, pregou na Capela Real, em Lisboa, durante a Quaresma, iniciando com o "Sermão da Sexagésima" e terminando com o "Sermão do Bom Ladrão".
1659 – Visitou cinco aldeias da etnia Nheengaíba. No regresso a Belém do Pará, encontrando-se doente em Cametá, redigiu o seu primeiro tratado futurológico "Esperanças de Portugal, V Império do Mundo".
1661 – Em resultado do seu combate à escravidão dos índios, Vieira e os seus companheiros jesuítas são expulsos do Estado do Maranhão e embarcados para Lisboa.
1662 – Prega o importante "Sermão da Epifania" diante da rainha regente.
1663–1667 – Foi desterrado para Coimbra e aí começaram os interrogatórios da Inquisição, que o perseguiu devido às suas ideias milenaristas e messiânicas inspiradas no profetismo de António Gonçalves Annes Bandarra ("Quinto Império") e, também, por causa das suas alegadas simpatias pela "gente da nação", os judeus.
1666 - A Inquisição ordenou que fosse retirado da cela de religioso, a que estava confinado, e colocou-o em cárcere de custódia. Apesar de praticamente desprovido de livros para consultas, redige duas Representações da Defesa e, em segredo, parte do livro "História do Futuro" e da "Apologia".
1667 - Foi  proferida a sentença: "… seja privado para sempre da voz activa e passiva e do poder de pregar…". Foi amnistiado em 12 de Junho de 1668.
1669 – Pregou o "Sermão do Cego", na Capela Real, em Lisboa. Partiu para Roma em busca de revisão da sua sentença, onde permaneceu seis anos, pregando, em italiano, aos cardeais da Cúria romana e à exilada rainha Cristina da Suécia.
1675 – Regressou a Lisboa, munido de um Breve do Papa Clemente X, isentando-o "por toda a vida de qualquer jurisdição, poder e autoridade dos inquisidores presentes e futuros de Portugal", mas permanecendo sujeito à autoridade da Cúria romana.
1679 – Declinou o convite da rainha Cristina da Suécia para ser seu confessor.
1681 – Regressou ao Brasil, a Salvador, Baía, em Janeiro,  passando a residir na Quinta do Tanque, casa de campo do Colégio dos Jesuítas, onde preparou a publicação dos seus Sermões e redige a "Clavis Prophetarum".
1686 – Vieira foi um dos poucos a não ser afectado pela epidemia de "mal da bicha" (febre amarela). Devido a essa calamidade, a Câmara de Salvador fez votos a São Francisco Xavier, proclamando-o Padroeiro da Cidade do Salvador, em 10 de Maio. 1688 – Foi nomeado Visitador Geral da Província do Brasil (até 1691).
1690 – Promoveu a Missão entre os índios Cariri da Baía, financiando-a com o lucro da venda dos seus livros.
1694 – Emitiu um parecer a favor da liberdade dos índios, contra as administrações particulares na Capitania de São Paulo.
1695 – Enviou uma carta circular de despedida à nobreza de Portugal e amigos, por não poder escrever a todos.
1696 – Foi transferido da Quinta do Tanque para o Colégio dos Jesuítas, no Terreiro de Jesus.
1697 – Terminou a revisão do tomo XII dos Sermões; ditou a sua última carta na  Companhia de Jesus.
1697 - Faleceu no dia 18 de Julho no Colégio com a idade de 89 anos.
 
Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Vieira: INCM: Colecção particular do autor.
 
 
 F I M
 
Editado no Jornal das Caldas em 17-06-2014


segunda-feira, 20 de abril de 2015

 
Numismática

Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

 

56ª. Moeda
VIII Série Ibero Americana
Moedas Históricas
“O Escudo”
        10 Euro               
Características da moeda
Anv: Apresenta diversos círculos que representam o percurso do Escudo ao longo do seu ciclo de vida. Do lado esquerdo, entra uma forma circular com a representação da alegoria da República, moeda de 50 centavos de escudo de 1913. O círculo seguinte representa o percurso da nau, moeda de 2$50 de 1944, e por fim, a moeda de um Escudo do ano de 1981.

Rev: Apresenta, no centro do campo e no círculo interior, o escudo das armas nacionais sobreposto à esfera armilar, circundado pela legenda “República Portuguesa e o valor facial *10 EURO*; no círculo exterior, a heráldica dos países ibéricos e ibero-americanos aderentes a este evento: Portugal, Espanha, Argentina, Cuba, Equador, Guatemala, México, Nicarágua Paraguai e Peru.
Autor: Victor Santos.
Moedas de Prata com acabamento normal:
Valor facial 10 Euro; Ag: 500/1000 de toque; Dia. 40 mm; Peso 27 g.; Bordo serrilhado; Cunhagem 100.000 exemplares.
Moedas de Prata com acabamento proof:
Valor facial 10 Euro; Ag: 925/1000 de toque; Dia. 40 mm; Peso 27 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 12.000 exemplares.
Aquando da Implantação da República, os três lemas que iriam vincar e eternizar-se como símbolos marcantes da mesma foram a criação de um novo Hino Nacional, uma nova Bandeira e  um novo Sistema Monetário (uma nova moeda).
No ano de 1904, a moeda portuguesa apresentava em relação aos outros países da Europa uma desvalorização enorme, o que dificultava a realização de transacções comerciais com avultadas quantidades de dinheiro envolvidas e os registos nos livros comerciais com elevado número de algarismos, o que também dificultava o exercício. Pensou-se proceder a uma modificação do sistema monetário, criando uma nova unidade monetária denominada “Luso”, lembrando a toda a gente a moeda da antiga Lusitânia; a mesma seria dividida na forma decimal até aos centésimos. A conversão de 200 reis para um luso. Tal reforma não se veio a concretizar devido às crises económicas e financeiras que se seguiram. Após a Implantação da República, e depois de elaborados estudos, foi criado o Decreto Fundador do Escudo Republicano, datado de 22 de Maio de 1911, que nos diz o seguinte:
“Além da razão apontada, outras que já tinham sido anunciadas em Outubro de 1904, na sua proposta de modificação do sistema monetário, foi adoptada como nova unidade monetária, o (Escudo) de ouro, cuja moeda conterá o mesmo peso de ouro fino que a actual moeda de 1 000 reis em ouro. O escudo dividir-se-á em 100 partes iguais, denominadas centavos, correspondendo assim um centavo a 10 reis. Como múltiplos do escudo, serão cunhadas moedas de 2, 5 e 10 escudos em ouro, as quais equivalerão  às moedas de 2, 5 e 10 mil reis; como submúltiplos, moedas de prata de valor legal de 50, 20 e 10 centavos, que corresponderão às moedas de 500, 200 e 100 reis; como moedas subsidiárias de bronze níquel, de valor legal de 4, 2, 1, e 0,5 centavos, correspondentes às moedas de 40, 20, 10 e 5 reis. A conversão será de 1 000 reis para 1 escudo”.
A nova moeda foi buscar o nome ao início da II Dinastia. O Rei D. Duarte, quando decidiu retomar a cunhagem em ouro, mandou bater os primeiros escudos, dado que era esta a figura que aparecia representada na moeda. Ao longo da história da monarquia, outros reis mandaram cunhar moedas de ouro com esta denominação. O escudo era, assim, uma moeda nobre por ser fabricada naquele metal precioso. Deverá ter sido esta uma das razões que levou os responsáveis do regime republicano a designarem a nova unidade monetária desta forma.
Segundo o preâmbulo do decreto de 22/05/1911, encontravam-se, na altura, em circulação cerca de 34 400 contos de moedas de prata e 3 900 contos de moedas de cuproníquel e de bronze. O mesmo diploma mandou substituir estes valores por 35 500 contos de moedas de prata de 1$00, $50, $20 e $10 e por 3 750 contos de bronze níquel de $04, $02, $01 e $005, mas este plano nunca foi integralmente cumprido. As primeiras moedas só foram cunhadas em 1912 e até 1917 apenas foram emitidos cerca de 13 000 contos de novas moedas em prata.
Desde 1911, data do I Governo Constitucional, vivia-se em Portugal um forte clima de instabilidade política, agravado, em 1914, pela Primeira Guerra Mundial e pela participação de Portugal neste conflito a partir de 1916. As consequências internas foram gravosas. O período de 1917 a 1924 caracterizou-se pela escassez de moeda, coexistindo as de bronze com as de ferro e cuproníquel. Para as substituir, registou-se uma avalanche de cédulas e outro numerário de papel. A subida dos preços que acompanhou a Primeira Guerra Mundial e se prolongou até 1924, fez com que o escudo nesse ano passasse a valer menos 25 vezes do que aquando da sua criação, tendo o valor intrínseco da moeda metálica ultrapassado o respectivo valor nominal, provocando o seu   entesouramento, nomeadamente através de depósitos no estrangeiro.
Em 1924, tomaram-se medidas para travar a queda do escudo, nomeadamente a venda de reservas de prata do Banco de Portugal. Neste ano, o executivo reformou também a moeda metálica, aumentando o teor da liga e reduzindo o seu valor real. As cédulas foram sendo recolhidas e retiradas de circulação, sendo substituídas por moedas de 1 escudo de 50 centavos em bronze e alumínio, de 20, 10 e 0,5 centavos em cobre.  Em 1930, o ministério das Finanças acabou com a dupla circulação monetária em Portugal, retirando a divisa monárquica (reis). A partir de 1931, assistiu-se a um novo período na história da moeda portuguesa marcado pela transformação oficial do escudo de ouro em simples padrão teórico. O escudo conheceu entre 1920 e 1940, apesar dos percalços da economia portuguesa, um período de "relativa estabilidade" com "apenas" 20 desvalorizações. Até ao fim da Segunda Guerra Mundial, 1945, o escudo não evitou algumas derrapagens e oscilações devido ao conflito, mas depois recuperou a estabilidade, que se manteve até à década de 60. Outra faceta curiosa marcou a evolução do escudo no Estado Novo: o uso de notas e moedas como complemento populista dos manuais de história e da propaganda oficial do regime. Registou-se na Ditadura também uma normalização de emissões de notas e moedas "patrióticas", de glorificação dos heróis nacionais e dos Descobrimentos.
Na década de 60, o Império começou a ruir. O escudo coabitava nas colónias com moedas locais; aí a guerra estalava e ameaçava perdurar, como veio a suceder. Na economia portuguesa, a inflação, pela primeira vez na história da Ditadura, conheceu um crescimento desmesurado, com o poder de compra em queda e as convulsões sociais a ameaçarem crises políticas. Em 1971, na Europa comunitária, entretanto, começava a construir-se a moeda única europeia. Em Portugal, depois do 25 de Abril de 1974, acabou a chamada "zona do escudo", processo que se concluiria nas ex-colónias no ano de 1977, com a implementação das novas moedas nacionais. Crises económicas e inflação permanente em níveis elevados assolaram o País desde a Revolução, principalmente entre 1977 e 1986, conhecendo-se depois, graças à adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia, um período de crescimento económico. Foram cunhadas novas moedas de 1, 5 e 10 escudos de latão níquel e de 20, 25, 50, 100 e 200 em cuproníquel, para além de edições especiais. Entretanto, desde Julho de 1990 que existia a União Económica e Monetária, que visava a coordenação das políticas monetárias europeias e a criação a médio prazo de uma moeda única na União Europeia (UE, nova designação da CEE desde 1992). Desde 1994, os estados-membros da UE adoptaram políticas de combate ao défice e de convergência económica. Em 1995, criou-se a designação de "euro" para a nova moeda única, em substituição do ECU. Entretanto, o escudo preparava-se para desaparecer: em 1999, valia menos 2 500 vezes do que quando foi criado. Portugal foi um dos países criadores do Euro que adoptariam a nova moeda única, graças ao facto de ter conseguido cumprir os critérios de convergência para a nova divisa. O euro começou a circular em 1 de Janeiro de 2002 coabitando com o escudo até 28 de Fevereiro desse ano, quando a velha moeda republicana portuguesa, com 90 anos, desapareceu para sempre.
Fontes:  http://www.infopedia.pt/$historia-do-escudo: I.N.C.M.; colecção particular do autor.
 
Publicado no Jornal das Caldas em 15-04-2015
 
F I M


segunda-feira, 13 de abril de 2015

 
 
Numismática

Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

 
 
55ª. Moeda
Tesouros Numismáticos
“O Justo de D. João II”
5 Euro               
Características da moeda
Anv: Apresenta no centro do campo o novo escudo, tornando as quinas pendentes e fixando em sete o numero de castelos o qual quis simbolizar na Europa um novo Portugal,  poderoso e próspero.  Na parte exterior junto à orla e envolvendo toda a moeda, a legenda "República Portuguesa : 2010 + 5 €".
Rev: Apresenta no campo central a figura do monarca sentado de frente no trono, simbolizando a concentração de todo o seu poder, orlado pela legenda "IVSTVS:VT:DALMA.FLOREBIT".  
Autor: José Viriato.
Moedas de Cuproníquel com acabamento normal:
Valor facial 5 Euro; Dia. 30 mm; Peso 14 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 150.000 exemplares.
Moedas de Ouro proof:
Valor facial 5 Euro; Au: 999/1000 de toque; Dia. 30 mm; Peso 15,55 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 2.500 exemplares.
D. João II de Portugal nasceu no Paço das Alcáçovas, no Castelo de São Jorge. Era filho do rei D. Afonso V de Portugal e de Isabel de Coimbra, princesa de Portugal. D. João II sucedeu ao seu pai após a sua morte no ano de 1481. Como príncipe, D. João II acompanhou o seu pai nas campanhas em África e aí foi armado cavaleiro pelo seu pai, depois da tomada de Arzila, a 21 de Agosto de 1471. No início desse ano, a 22 de Janeiro, em Setúbal, casou com D. Leonor de Viseu, princesa de Portugal e sua prima direita, filha do infante D. Fernando. Fruto desta união, nasceu em 1475 o infante D. Afonso. Em 1474 assumiu a direcção da política da expansão enquanto o seu pai travava luta com os castelhanos e, a 25 de Abril do ano seguinte, assumiu a regência do reino que, por ir socorrer o pai a Espanha, passara para o encargo de D. Leonor. Participou, na célebre batalha de Toro.
Dom João II de Portugal sucedeu ao seu pai após a sua abdicação. Concentrou então o poder em si, retirando-o à aristocracia. Nas conspirações que se seguiram, suprimiu o poder da casa de Bragança e apunhalou pelas suas próprias mãos o seu primo Diogo, Duque de Viseu. Governando desde então sem oposição, D. João II foi um grande defensor da política de exploração atlântica, dando prioridade à busca de um caminho marítimo para a Índia. Após ordenar as viagens de Bartolomeu Dias e de Pêro da Covilhã, foi D. João II que delineou o projecto da primeira viagem.
Nesta altura iniciaram-se conspirações, mas o rei adoptou uma posição de mero observador. Cartas de reclamação e pedidos de intervenção foram trocadas entre o duque de Bragança e os reis católicos de Espanha. O escrivão da sua Fazenda em Vila Viçosa e um mensageiro entregaram ao rei correspondência comprometedora com os Reis Católicos em 1483. Foi o próprio monarca quem prendeu o duque de Bragança, no fim de uma conversa a sós, em Évora. Foi julgado ao longo de 22 dias, numa sala à volta de uma mesa onde se encontravam  juízes, fidalgos e cavaleiros, com o rei sentado no topo e, em algumas sessões, com o réu a seu lado. A votação, iniciada com um discurso do monarca, consumiu dois dias e terminou com a condenação do duque à morte. No dia seguinte, 20 de Junho de 1483, o duque foi executado "degolado" na praça de Évora, diante do povo.
No ano seguinte, o duque de Viseu, D. Diogo, primo e cunhado de João II (irmão da rainha D. Leonor), concebeu um plano para apunhalar o soberano na praia, em Setúbal. Um dos envolvidos avisou o monarca, inviabilizando o plano dos conspiradores. Mandou então chamar ao palácio o duque e apunhalou-o pessoalmente. Depois de eliminar o cunhado, o rei enviou dois emissários à mãe do duque, comunicando o ocorrido. Chamou ainda um irmão do falecido, D. Manuel, e explicou-lhe que tinha esfaqueado o duque porque ele "o quisera matar", prometendo-lhe que, se o príncipe D. Afonso viesse a falecer, e não tivesse mais nenhum filho legítimo, ficaria ele, D. Manuel, como herdeiro de todos os seus reinos e senhorios. [
No Natal de 1489, o rei D. João II enviou uma carta aos Corregedores de Justiça, Vereadores e Procuradores que ficaria para a história do reino e da numismática. O seu objectivo resume-se em duas palavras: fama e respeito. Pretendia alcançá-lo com uma moeda de ouro "de peso de dois cruzados cada peça e daquele mesmo toque e fineza e que tenha nome de "Justos" e por cunho de uma parte o escudo de nossas armas com a coroa em cima dele e da outra parte de nós armado." Nasceu assim o "Justo", uma moeda de prestígio "nobre e rica", batida em pequenas quantidade e destinada a projectar o poder do rei e de Portugal. São raros os exemplares que chegaram até aos nossos dias e foi só em 1999 que se descobriu um "Justo".
Fontes:  pt.wikipedia.org/wiki/João_II_de_Portugal; http://arlloufill.com/pages/o-justo#sthash.2tAftQu1.dpuf; I.N.C.M.; colecção particular do autor.
Publicado no Jornal das Caldas em 8 de Abril de 2015
 
FIM


quinta-feira, 2 de abril de 2015

 
Numismática

   MOEDAS PORTUGUESAS COMEMORATIVAS DO EURO

 

54ª. Moeda
Bicentenário das Linhas de Torres
200 Anos das Guerras Peninsulares
         2,50 Euro               
Características da moeda
 
Anv: Apresenta no centro do campo o escudo nacional assente sobre a esfera armilar, ladeado de cada lado por um conjunto de bombardas e o valor facial da moeda "2,50 euro". Junto à orla superior, a legenda "República Portuguesa 2010". 

Rev: Apresenta no campo central a figura de um oficial e de uma peça de artilharia que se sobrepõem a um diagrama das linhas de Torres, onde se encontram assinaladas as localidades de Pêro Negro e Torres Vedras. Junto à orla superior apresenta a legenda "Bicentenário das Linhas de Torres".
Autor: João José de Brito.
Moedas de cuproníquel com acabamento normal:
Valor facial 2,50 Euro; Cn; Dia 28 mm; Peso 10 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 120.000 exemplares.
Moedas de Prata proof:
Valor facial 2,50 Euro; Ag: 925/1000 de toque; Dia 28 mm; Peso 12 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 5.000 exemplares.
Descrição das Linhas de Torres Vedras
As Linhas de Torres Vedras, ou simplesmente Linhas de Torres, são um conjunto de fortificações e outros trabalhos defensivos situados na região de Lisboa. No contexto da Guerra Peninsular, foram concebidas com a finalidade de impedir um exército invasor de atingir a capital do Reino de Portugal ou, em caso de derrota, permitir o embarque, em segurança, do Exército Britânico em retirada. A ordem para a sua construção foi dada em Outubro de 1809 por Arthur Wellesley, então comandante do exército anglo-luso. Na Terceira Invasão Francesa, as Linhas de Torres Vedras impediram o exército de André Massena de atingir Lisboa e acabaram por provocar a sua retirada de Portugal.
A norte do Tejo foram, portanto, organizadas três linhas defensivas. Não se tratava de uma barreira contínua como a Muralha de Adriano ou a Grande Muralha da China. Era, antes, um misto de obras defensivas e de formações naturais do terreno. Ao todo eram 153 fortificações que, estando completamente guarnecidas, implicavam a utilização de 39.475 homens e 628 bocas de fogo de artilharia. Este conjunto de três linhas estava dividido em 8 distritos, cada um com o seu comando militar :
A Primeira Linha era guarnecida por 18 683 homens e 319 bocas de fogo e estava dividida em quatro distritos:
1º. Distrito - Tinha uma guarnição de 6 280 homens e 96 bocas de fogo de artilharia. Este distrito partia desde uma linha assente sobre o rio Tejo, que atravessa a planície de Alhandra, até ao Moinho do Céu, por cima da estrada da Arruda.
2º. Distrito - Tinha uma guarnição de 3 090 homens e 55 bocas de fogo de artilharia. Este distrito compreendia o forte do Passo, na escarpa rochosa por cima da estrada da Arruda, até ao forte avançado, à direita da estrada que segue para o Sobral de Monte Agraço.
3º. Distrito - Tinha uma guarnição de 1 900 homens e 24 bocas de fogo de artilharia. Este distrito partia da Patameira até perto de Enxara do Bispo.
4º. Distrito - Tinha uma guarnição de 7 413 homens e 144 bocas de fogo. Este distrito ia desde o Forte Novo da Ordasqueira, por cima da localidade de Matacães, para defender a estrada de Runa, até à foz do rio Sizandro.
A Segunda Linha era guarnecida por 15.442 homens e 215 bocas de fogo. Estava dividida em três distritos:
1º. Distrito - Tinha uma guarnição de 3 502 homens e 72 bocas de fogo de artilharia. Este distrito expandia-se desde o reduto do Salgado na margem do Tejo, à direita da posição de Vialonga, até ao reduto na Serra da Ajuda. 
Distrito nº 2 - Tinha uma guarnição de 5 640 homens e 73 bocas de fogo de artilharia. Este distrito localizava-se no desfiladeiro do Freixial, até ao reduto na estrada de Mafra, Casal do Conto. ´
Distrito nº 3 - Tinha uma guarnição de 6 300 homens e 70 bocas de fogo de artilharia, ocupando o Casal da Pedra, no desfiladeiro de Mafra, até ao reduto de S. Julião, junto à costa atlântica, a sul da Ericeira.
 A Terceira Linha era constituída por um único distrito, o Distrito de Oeiras, e era guarnecida da seguinte forma:
Distrito  único - Era composta pela guarnição de 5 350 homens e 94 bocas de fogo de artilharia. Esta distrito ia desde a fortificação principal "Alto do Algueirão", até à linha que se estende para a direita do forte das Maias.
As duas primeiras linhas estavam, assim, concebidas para barrar os quatro eixos definidos pelas quatro estradas que as atravessavam e por onde poderiam avançar as tropas francesas: Torres Vedras - Mafra, Torres Vedras - Montachique, Sobral - Bucelas e a estrada ao longo da margem do Tejo, passando por Alhandra. Fora destes itinerários, tornava-se impossível, em muitas extensões de terreno, a passagem da artilharia e de carros de apoio, ou mesmo da cavalaria.
Os trabalhos foram cuidadosamente localizados de forma a tirar vantagem do terreno rochoso, muito irregular e, por vezes, constituindo só por si um obstáculo. Os redutos variavam em tamanho e forma, de acordo com a importância que era dada à sua utilização e à morfologia do terreno em que se situavam. Esta adequação ao terreno mostra uma extraordinária adaptabilidade por parte dos engenheiros britânicos.
As estradas que conduziam às linhas e as que estavam traçadas paralelamente a estas, foram destruídas, assim como as pontes que nelas se situavam. Todos os vales e passagens foram bloqueados com represas, muros de pedra. Em algumas colinas, a aproximação já íngreme foi transformada, tornando-se quase vertical, pela remoção de muitas centenas de toneladas de terra. Muitas colinas ficaram com o seu perfil alterado.
Para facilitar os movimentos das tropas e as comunicações laterais foram construídas estradas nalgumas encostas, protegidas da vista do inimigo. Estas estradas permitiam o rápido movimento de forças e dos abastecimentos entre qualquer ponto das linhas, do Tejo ao Atlântico. A transmissão de mensagens estava também assegurada por um conjunto de estações que permitia enviar informação, entre qualquer ponto das linhas e o quartel general de Wellington, num curto espaço de tempo.
 
Fontes: pt.wikipedia.org/wiki/Linhas_de_Torres_Vedras; I.N.C.M.; colecção particular do autor.
 F I M
Publicado no Jornal das Caldas em 01 de Abril 2015
 


segunda-feira, 23 de março de 2015

 
Numismática

MOEDAS PORTUGUESAS COMEMORATIVAS DO EURO

    
53ª. Moeda
Património Arquitectónico
Terreiro do Paço
        2 1/2 Euro               
 
Anv: Apresenta no centro do campo o escudo nacional, mais a baixo o valor facial da moeda em 2 linhas " 2 1/2 Euro" e a era "2010", enquadrados  pela representação de um dos arcos que circundam a praça do Comércio. Na orla inferior e junto ao bordo da moeda, apresenta a legenda "Portugal".
Rev: Apresenta no campo central uma prespectiva do Terreiro do Paço e, na parte inferior, a legenda "Terreiro do Paço" e o logótipo da série. 
Autor: Fernando Branco e Isabel Carriço
Moedas de Cuproníquel com acabamento normal:
Valor facial 2 1/2 Euro; Dia. 28 mm; Peso 10 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 120.000 exemplares.
Moedas de Prata proof:
Valor facial 2 1/2 Euro; Ag: 925/1000 de toque; Dia 28 mm; Peso 12 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 15.000 exemplares.
A Praça do Comércio, mais conhecida por Terreiro do Paço, é uma praça da Baixa de Lisboa situada junto ao rio Tejo, na zona que foi o local do palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos e que hoje alberga departamentos governamentais. É uma das maiores praças da Europa, com cerca de 36 000 m² (180m x 200m). É o centro da cidade de Lisboa, bem como a sua principal praça. Em 1511, o rei D. Manuel I transferiu a sua residência do Castelo de São Jorge para este local junto ao rio. No dia 1º de Dezembro de 1640, a antiga praça assistiu ao fim da União Ibérica com a prisão da Duquesa de Mântua e a morte do secretário de estado Miguel de Vasconcelos que foi atirado de uma janela do palácio para o Terreiro. No terramoto de 1755, onde hoje se encontram os edifícios que constituem o Terreiro do Paço, existia o Palácio Real, em cuja biblioteca estavam guardados 70 mil volumes e centenas de obras de arte, incluindo pinturas de Ticiano, Rubens e Correggio. Tudo foi destruído. O precioso Arquivo Real com documentos relativos à exploração oceânica, entre os quais, numerosas cartas do descobrimento do Brasil e outros documentos antigos também foram perdidos. A 1 de Fevereiro de 1908, o rei D. Carlos e o seu filho, o Príncipe Real D. Luís Filipe foram assassinados quando passavam na praça. Após a Revolução de 1910, os edifícios foram pintados a cor-de-rosa. Contudo, voltaram recentemente à sua cor original, o amarelo. O lado sul, com as suas duas torres quadradas, está virado para o Tejo. A 18 de Fevereiro de 1957, a rainha Isabel II do Reino Unido desembarcou no Cais das Colunas, na sua visita a Portugal. No dia 25 de Abril de 1974, a praça assistiu à Revolta do Movimento das Forças Armadas, que derrubou o governo de Marcelo Caetano e o Estado Novo, numa revolução com apenas quatro mortos registados no cerco popular à sede da PIDE/DGS. No dia 11 de Maio de 2010, o papa Bento XVI celebrou uma Missa na praça com cerca de 280 mil pessoas a assistir. O Complexo Ministerial com arcadas que circunda a praça, alberga parte dos departamentos dos Ministérios do Governo Português, o Governo Civil de Lisboa e o Supremo Tribunal de Justiça e ainda o famoso café Martinho da Arcada, o mais antigo de Lisboa, e um dos preferidos do poeta Fernando Pessoa. Esta foi sempre a entrada nobre de Lisboa e, nos degraus de mármore do Cais das Colunas, vindos do rio, desembarcam chefes de estado e outras figuras de destaque. Essa impressionante entrada em Lisboa serve agora de cais para os cacilheiros, os barcos que ligam a cidade à outra margem. No centro da praça, ergue-se a estátua equestre D. José, erigida por Joaquim Machado de Castro, o principal escultor português do século XVIII. Ao longo dos anos, a estátua de bronze ganhou uma patina verde. No lado norte da praça, encontra-se o Arco Triunfal da Rua Augusta, a entrada para a Baixa. A área serviu como parque de estacionamento até à década de 1990, mas hoje este vasto espaço é usado para eventos culturais e espectáculos.
Fontes: pt.wikipedia.org/wiki/Praça_do_Comércio: I.N.C.M.: colecção particular do autor.
F I M
Publicado no Jornal das Caldas em 18 de Março de 2015

quarta-feira, 11 de março de 2015

 
Numismática
 

MOEDAS PORTUGUESAS COMEMORATIVAS DO EURO

52ª. Moeda
Património da Humanidade
Sítio Arqueológico do Vale do Côa
       2,50 Euro               
Características da moeda

Anv: Apresenta na orla inferior da moeda o valor facial "2,50 €", no centro envolvendo o escudo nacional e a esfera armilar, a legenda "República Portuguesa-2010" e, como elemento de fundo, surge-nos um conjunto representativo de gravuras de arte rupestre.
 
Rev: Na parte exterior da moeda, surge um conjunto de várias espécies de animais sobrepostos, evidenciando-se a imagem de um cavalo, sobre o lado esquerdo a legenda "UNESCO" e, no campo central, envolvendo o logótipo do "Património Mundial", inscreve-se a legenda "Sítio Arqueológico Vale do Côa".
Autor: António Marinho:
Moedas  em cuproníquel com acabamento normal:
Valor facial 2,50 €; Dia. 28 mm; Peso 10 g; Bordo serrilhado. Cunhagem 120.000 exemplares.
Moedas de Prata proof:
Valor facial 2,50 € Euro; Ag: 925/1000 de toque; Dia 28 mm; Peso 12 g; Bordo serrilhado. Cunhagem de 5.000 exemplares.
Os sítios de arte rupestre do Vale do Côa situam-se ao longo das margens do rio Côa, sobretudo no município de Vila Nova de Foz Côa sendo também abrangidos os municípios de Figueira de Castelo Rodrigo, Mêda e Pinhel, no distrito da Guarda.
Forma uma rara concentração de arte rupestre composta por gravuras em pedra datadas do Paleolítico Superior (22 000–10 000 a.C.), constituindo o mais antigo registo de actividade humana de gravação existente no mundo.
O património mundial enriqueceu-se em 1994 com o achado do maior complexo de arte rupestre paleolítico ao ar livre conhecido até hoje. Há 20 000, o homem gravou milhares de desenhos representando cavalos e bovídeos nas rochas xistosas do vale do Côa, afluente do rio Douro, no nordeste de Portugal. As gravuras têm como suporte superfícies verticais de xisto, com exposição preferencial a nascente. A dimensão das gravuras oscila entre 15 cm e 180 cm, embora a maioria tenha a dimensão entre 40 a 50 cm. As técnicas de gravação usadas são a picotagem e o abrasão. Os traços são largos, embora sejam por vezes acompanhados de uma grande quantidade de finos traços, que serviam de esboço ou complementavam os anteriores. As gravuras representam essencialmente figuras animalescas, embora se conheça uma representação humana e outra abstracta. Os animais mais representados são os cavalos e os bovinos (auroques). Exclusivos em certos núcleos, eles podem também coexistir com  cervídeos. Os animais aparecem isolados ou em associação, constituindo autênticos painéis. As representações de animais podem sobrepor-se mais ou menos densamente, como podem também estar bem individualizadas.
Estão identificados 14 locais de arte rupestre paleolítica, distribuindo-se ao longo de uma dezena de quilómetros. São eles, de norte a sul:
Núcleo de arte rupestre da Broeira;
Núcleo de arte rupestre da Faia/Vale Afonsinho;
Núcleo de arte rupestre do Vale dos Namorados;
Núcleo de arte rupestre de Vale de Moinhos;
Núcleo de arte rupestre do Vale da Figueira/Teixugo;
Núcleo de arte rupestre da Ribeira de Piscos/Quinta dos Poios;
Núcleo de arte rupestre de Meijapão;
Núcleo de arte rupestre da Fonte Frieira;
Núcleo de arte rupestre da Penascosa;
Estação arqueológica da Quinta de Santa Maria da Ervamoira;
Núcleo Arqueológico de Habitat Paleolítico do Salto do Boi/Cardina;

Núcleo de arte rupestre da Ribeirinha;

Núcleo de arte rupestre da Quinta do Fariseu;

Núcleo de arte rupestre da Quinta da Barca.

Mais locais estão em vias de ser classificados (10), que vêm a enriquecer substancialmente este vasto património a preservar com as gravuras rupestres, tornando um dos maiores polos mundiais nesta área.
Fontes:  pt.wikipedia.org/wiki/Sítios_de_arte_rupestre_do_Vale_do_Coa;I.N.C.M.; e colecção particular do autor.
Publicado no Jornal das Caldas em 11 de Março de 2015