quarta-feira, 16 de julho de 2014

Numismática
Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

36ª. Moeda
60º. Aniversário da Declaração dos Direitos Humanos
2 de Euro
Características da moeda


Anv: Apresenta no centro do campo e no círculo interior o mapa da Europa, salientando-se os países aderentes à União Europeia, e o círculo exterior apresenta-se vazio.

  
 Rev: Apresenta no círculo interior ao cimo a figura do escudo que assenta na esfera armilar, por baixo a legenda “Portugal” e a era da moeda “2008”. Ao redor da orla interior a legenda “60 ANOS DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS”. No círculo exterior e em toda a sua área, vislumbra-se uma composição de 12 estrelas. 

Autores: Luc Luycx e João Duarte.
Moedas de Cuproníquel com acabamento normal: Valor facial 2 Euro. Ni; Dia 25,75 mm; Peso 8,50 g.; Bordo circular, bicolor, serrilhado com inscrição. Cunhagem 1.000.000 exemplares.
Moedas de Cuproníquel com acabamento BNC: Valor facial 2 Euro. Ni; Dia 25,75 mm; Peso 8,50 g.; Bordo circular, bicolor, serrilhado com inscrição. Cunhagem 20.000 exemplares.
Moedas de Cuproníquel com acabamento Proof: Moedas de Valor facial 2 Euro. Ni; Dia 25,75 mm; Peso 8,50 g.; Bordo circular, bicolor, serrilhado com inscrição. Cunhagem 15.000 exemplares.

No ano de 2008 comemorou-se o de 60º. Aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos. É uma data que para além da sua comemoração, leva-nos a uma profunda reflexão sobre tudo o que se passa à nossa volta.
As origens desta Declaração estão vinculadas à proclamação dos direitos humanos na Revolução Francesa e na Independência dos Estados Unidos da América. Entretanto, as raízes mais remotas desse posicionamento podem ser encontradas nas tradições culturais e religiosas. Nas suas origens mais próximas, a promulgação pela Assembleia das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948 ocorre num contexto internacional específico, que certamente teve uma influência muito marcante no texto, expressando o sentimento da humanidade na ocasião. Na época vivia-se um clima de expectativa após a Segunda Guerra Mundial e a divulgação por todos os meios da imprensa escrita radiofónica e televisionada dos horrores praticados contra países, etnias e pessoas. A humanidade toda se sentia atingida por essas atrocidades.
Portanto, a Declaração expressa o sentimento de um basta a tudo que atenta contra a condição humana e contra a dignidade humana de cada pessoa.
O texto com o Art. XXV, dos Direitos Humanos diz-nos:
Todo ser humano tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar-lhe, e à sua família, saúde e bem-estar, inclusivé alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança em caso de desemprego, doença, invalidez, viuvez, velhice ou outros casos de perda dos meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle. A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. Todas as crianças, nascidas dentro ou fora do matrimónio gozarão da mesma proteção social. O aniversário da Declaração Universal dos Direitos do Homem da ONU é assinalado pela UE com uma homenagem aos dissidentes.
Fontes:
Trechos avulso da INCM. Colecção particular do autor.
Publicado no Jornal das Caldas em 16-07-204
                                                           F I M

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Numismática
Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

35ª. Moeda
Moeda Contra a Indiferença
1 1/2 de Euro
               
Características da moeda
Anv: Apresenta, no campo central superior, o escudo nacional emerge de um conjunto de figuras geométricas, no campo central inferior figuram as legendas «Portugal», «AMI» e o respectivo símbolo e, junto à orla, a legenda «2008».
Rev: No campo central, inserida num conjunto de figuras geométricas, é representada a «cadeirinha de quatro mãos», pese embora falte uma mão, simbolizando a ineficácia em
consequência da passividade. No campo lateral esquerdo, na vertical, vislumbra-se a legenda «Contra a Indiferença», no campo inferior, está inscrito o valor facial de 1 ½ €.

Autor: José Cândido.
Moeda de Cuproníquel: Acabamento normal.
Valor facial 1 ½ Euro; Cn; Dia 26,5 mm; Peso 8 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 50.000 exemplares.

Moedas de colecção com acabamento à Flor do Cunho.
Valor facial 1 ¼  Euro; Cn; Dia 26,5 mm;   Peso 8 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 10.000 exemplares.

Moedas de colecção com acabamento Proof.
Valor facial 1 ¼  Euro; Ag 925 de toque; Dia 26,5 mm; Peso 8 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 5 000 exemplares.

Pela primeira vez, uma instituição humanitária portuguesa tem uma moeda evocativa. Concebida em parceria com a Imprensa Nacional Casa da Moeda, “Uma Moeda Contra a Indiferença”, é a primeira de uma nova série de moedas de colecção sob o lema «Uma Moeda, Uma Causa», iniciativa que pretende associar a numismática à luta pela afirmação de valores de solidariedade social e a apoiar entidades que se dedicam de forma abnegada e altruísta a estes fins.
O objectivo desta iniciativa é angariar 300 mil euros (um euro por cada moeda vendida) para os diferentes projectos nacionais e internacionais da AMI.
Fundação AMI - Assistência Médica Internacional
Departamento de Informação e Comunicação.

Assistência Médica Internacional

Desde a sua fundação em Dezembro de 1984 que a AMI (Assistência Médica Internacional) trava uma luta contra as duas doenças mais graves do mundo: a intolerância e a indiferença, as quais considera estarem na origem do facto de três quartos da população mundial viver de forma indigna. 

A dignificação da vida humana é o principal objectivo do trabalho da AMI, que tem como princípio a saúde física, mental, social e ambiental. O trabalho da AMI assenta em quatro pilares: a Acção Internacional, em favor das vítimas de guerras, catástrofes e da pobreza extrema; a Acção Nacional em favor dos excluídos sociais; a Acção de Alertar Consciências sensibilizando a opinião publica para uma indignação activa em relação a temas preocupantes do nosso mundo (paz, justiça, ambiente, etc.) e os direitos humanos; e a Acção Ambiental na qual demonstra que cuidar da saúde é também cuidar do ambiente. 

A AMI depende maioritariamente dos fundos que angaria junto da sociedade civil, garante da sua independência financeira e liberdade de acção.

Fontes: INCM-Imprensa Nacional – Casa da Moeda – www incm.pt. Diário da Republica.    
Electrónico-www.dre.pt.
htto:/www.filamaticadifusao.pt/product_info.php?products_id=204.
Colecção particular do autor.

 Publicado no Jornal das Caldas em 09 de Julho de 2014

F I M

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Numismática

Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro 
34ª. Moeda
Série Portugal Universal
D. Dinis
¼ de Euro

Anv: Apresenta no centro do campo o escudo, por baixo o valor facial da moeda ¼ de Euro e na orla inferior a legenda “Republica Portuguesa.
Rev: Apresenta no campo central a figura de uma cruz de cristo, ladeada por uma árvore (pinheiro), por baixo uma pena, simbolizando, respectivamente a Ordem a que esteve ligado, as árvores que plantou, e a pena, representativo dos dotes de poeta medieval.
Autor: Isabel Carriço e Fernando Branco
Moedas de Ouro de valor facial ¼ de Euro; 999%o; Diâmetro 14 mm; Peso 1,56 g; Bordo Serrilhado; Cunhagem 30 000 exemplares.
El-rei D. Dinis nasceu em Lisboa em 9 de outubro 1261 e faleceu em Santarém no dia 7 de janeiro de 1325. Era filho de D. Afonso III e da infanta Beatriz de Castela, sendo aclamado rei em Lisboa no ano de 1279, tendo subido ao trono com 17 anos de idade. Em 1282 casou com Isabel de Aragão, que ficaria conhecida para a história como Rainha Santa.
Foi o sexto rei da dinastia afonsina na lista de reis de Portugal,com os cognomes de "O Lavrador" “O Rei-poeta”, pelo grande impulso que deu à agricultura e ampliação do pinhal de Leiria, e devido também à sua longa obra literária que nos legou.
Sabe-se que a figura fisionómica de D. Dinis tinha de altura cerca de 1,65 m. O monarca faleceu com a provecta idade de 63 anos, feito notável para a época. Aparentemente, gozou de excelente saúde durante toda a sua vida: apenas fez o primeiro testamento completo aos 61 anos, viajou, participou em guerras e caçou até aos 60 anos de idade. Governou Portugal durante 46 anos e foi o principal responsável pela criação da identidade nacional; após a conclusão da reconquista por seu pai, definiu as fronteiras de Portugal no Tratado de Alcanizes, no ano de 1297.
A sua prioridade governativa foi essencialmente a organização do reino: continuando a vertente legisladora de seu pai D. Afonso III, a profusa acção legislativa está contida, hoje, no Livro da Leis e Posturas e nas Ordenações Afonsinas.
Procedeu a importantes reformas judiciais, instituiu a língua Portuguesa como língua oficial a corte, criou a primeira Universidade portuguesa libertou as Ordens Militares no território nacional de influências estrangeiras e prosseguiu um sistemático acréscimo do centralismo régio. A sua política centralizadora foi articulada com importantes acções de fomento económico - como a criação de inúmeros concelhos e feiras. D. Dinis ordenou a exploração de minas de cobre, prata, estanho e ferro e organizou a exportação da produção excedente para outros países europeus. Em 1308 assinou o primeiro acordo comercial português com a Inglaterra. Em 1312 fundou a marinha Portuguesa, nomeando 1º Almirante de Portugal o genovês Marques de Passanha e ordenando a construção de várias docas.
D. Dinis redistribuiu terras, promoveu a agricultura e fundou várias comunidades rurais, assim como mercados e feiras criando as chamadas feiras francas ao conceder a várias povoações diversos privilégios e isenções. Um dos seus maiores legados foi a ordem de plantar o Pinhal de Leiria, que ainda se mantém, de forma a proteger as terras agrícolas do avanço das areias costeiras.

 Como poeta, presentemente, conhecem-se 137 poemas escritos por D. Dinis: 73 Cantigas de Amor, 51 Cantigas de Amigo e 10 Cantigas de Escárnio e Maldizer. Não é por acaso que estes poemas se chamam cantigas. Chamam-se cantigas porque foram escritos para serem cantados. Foi um famoso trovador, contribuindo para o desenvolvimento da poesia trovadoresca na península Ibérica.
Exemplo de uma cantiga de amigo da autoria do rei D. Dinis.
"Ai flores, ai flores do verde pino,
se sabedes novas do meu amigo!
ai Deus, e u é?
Ai flores, ai flores do verde ramo,
se sabedes novas do meu amado!
ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amigo,
aquel que mentiu do que pôs comigo!
ai Deus, e u é?
Se sabedes novas do meu amado,
aquel que mentiu do que mi há jurado!
ai Deus, e u é?"
 Pensa-se ter sido o primeiro monarca português verdadeiramente alfabetizado, tendo assinado sempre com o nome completo toda a legislação produzida no seu reinado. Culto e curioso das letras e das ciências, terá impulsionado a tradução de muitas obras para português, entre as quais se contam os tratados de seu avô Afonso X o Sábio.
Foi o responsável pela criação da primeiro universidade Portuguesa inicialmente instalada na zona do actual Largo do Carmo, em Lisboa e por si transferida, pela primeira vez, para Coimbra, em 1308. Esta Universidade, que foi transferida várias vezes entre as duas cidades, ficou definitivamente instalada em Coimbra em 1537, por ordem do monarca D. João III.
Os últimos anos do seu reinado foram, marcados por conflitos internos. O herdeiro, futuro D. Afonso IV, receoso que o favorecimento de D. Dinis ao seu filho bastardo, D. Afonso Sanches o espoliasse do trono, exigiu o Poder e combateu o pai. Nesta luta teve intervenção da Rainha Santa Isabel que, em Alvalade se interpôs entre as hostes inimigas já postas em ordem de batalha.
Descendência de D. Dinis.
De sua mulher, infanta Isabel de Aragão (1270-1336):
- Constança de Portugal (1285-1313), casou com o rei Fernando IV de Castela
- Afonso IV, Rei de Portugal (1290-1357)
Filhos naturais:
- Havidos de Grácia Froes:
- Pedro Afonso, conde de Barcelos (1287-1354)
- Havidos de Aldonça Rodrigues Talha:
- Afonso Sanches (1289-1329), senhor de Albuquerque e rival de seu
meio-irmão Afonso IV
- Havidos de Marinha Gomes:
- Maria Afonso (1290-1340), senhora de Gibraleon
- Maria Afonso (?-1320), freira no Mosteiro de Odivelas
- Havidos de outras senhoras:
- João Afonso, senhor da Lousã (1280-1325)
- Fernão Sanches (1280-1329)
- Pedro Afonso (1280-?).


F I M

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Numismática
Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

33º. Moeda
Campeonato do Mundo de Vela Olímpica
10 Euro
   
Características da moeda


Anv: Apresenta junto à orla inferior sobre o lado esquerdo a legenda “República Portuguesa”, observando-se um mastro invertido com as respectivas velas; no campo central o escudo nacional assente na esfera armilar e por baixo deste, o valor facial da moeda “10 Euro”.

Rev: Apresenta junto à orla direita a legenda “Campeonato do Mundo de Vela Olímpica”, a estilização de um barco à vela, tendo a favor o vento e as ondas do mar. No campo do fundo destaca-se uma esfera simbolizando o mundo, na qual estão colocados o logotipo do evento e a inscrição “Cascais 2007”.
Autor: João Duarte.
Moedas de Prata com acabamento normal:
Valor facial 10 Euro; Ag: 500/100 de toque; Dia 40 mm; Peso 27 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 70.000 exemplares.
Moedas de Prata proof:
Valor facial 10 Euro; Ag: 925/100 de toque; Dia 40 mm; Peso 27 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 7.500 exemplares.

História da vela
Como desporto, a vela surgiu na Holanda no período do século XVIII. Carlos II, então na época rei da Inglaterra, encontrava-se exilado naquela região e teve a oportunidade de aprender tudo sobre como velejar. Foi então que em 1610, quando retornou à Inglaterra, ganhou um iate da Companhia das Índias, cujo nome era Mary, que acabou modelo de embarcação para os construtores britânicos. Em 1661 foi realizada a primeira regata naquele país, no Rio Tamisa, cujo percurso foi entre Greenwich e Gravesend. A disputa foi entre o Rei Carlos II e o seu irmão, o Duque de York. O vencedor da prova foi Carlos II. Em 1661 foi realizada a primeira regata naquele país, no Rio Tamisa, cujo percurso foi entre Greenwich e Gravesend. A disputa foi entre o Rei Carlos II e o seu irmão, o Duque de York. O vencedor da prova foi Carlos II. Em 1720 foi fundado na Irlanda o primeiro clube exclusivo de vela, o qual é considerado o mais antigo do mundo, o Royal Cork Yacht Club. Em 1749, o clube participou de numa competição chamada Taça de Prata, oferecida pelo príncipe Jorge, posteriormente Rei Jorge III, que tinha como percurso Greenwich e Norte. Em 1775 foi criado em Inglaterra o primeiro clube de regatas a vela, o Cumberland Fleet ou Cumberland Sailling. Em 1820, o clube mudou o nome para Royal Yacht Club. A Vela, de acordo com o livro “Tubino do desporto”, expandiu-se pelo mundo no ano de 1844, na cidade de Nova Iorque (EUA), quando foi criado o New York Yacht Club, clube que foi determinante para o desenvolvimento da vela no país. Em 1845 o clube realizou a primeira regata americana com a participação de nove embarcações à vela. Em 1851 foi realizada a primeira regata internacional, batizada Copa de 100 Guinéus. A competição aconteceu após o Royal Thames Yacht Club, da Inglaterra, propor um desafio ao New York Yacht Club, dos Estados Unidos. O percurso aconteceu em torno da ilha Wight, cuja distância era aproximadamente de 100 Km. Mesmo favoritos, os britânicos foram surpreendidos e a embarcação América, dos Estados Unidos, comandada por John Cox Stevens foram os vencedores, a competição ficou conhecida como America’s Cup, considerada a mais antiga do mundo e disputada até hoje. Como desporto olímpico, a vela estreou-se em 1900, nos Jogos Olímpicos de Paris, em França, sendo disputada em Meulan. Porém, foi apenas nas edições de 1920, na Bélgica e em 1936, na Alemanha que a programação da vela começou a ser aperfeiçoada. As regatas foram muito disputadas com larga superioridade de escandinavos, ingleses e norte-americanos. Devido a Segunda Guerra Mundial, com início no ano de 1940, e o fim no ano de 1945, os Jogos Olímpicos foram suspensos e retornaram somente no ano 1948, nas Olimpíadas de Londres, em Inglaterra. A participação feminina na vela teve início em 1908 com as inglesas Clytie Rivett-Carnac e Dorothy Wright.


O Laser foi desenvolvido nos anos setenta pelos canadianos Bruce Kirby e Ian Bruce por ser uma embarcação fácil de transportar e fácil de pilotar por uma única pessoa. O protótipo original chamava-se Weekender. Mais tarde foi reabatizado como Laser e fez a sua primeira aparição oficial na mostra de barcos de Nova Iorque em 1971. O primeiro campeonato do mundo da classe realizou-se em 1974 nas Bermudas.
O Laser tornou-se classe olímpica nos Jogos de 1996 em Atlanta. O primeiro campeão olímpico foi o brasileiro Robert Scheidt. Nas primeiras três edições olímpicas. o Laser era uma classe aberta à participação masculina e feminina.

Portugal ganhou 4 medalhas olímpicas na modalidade de Vela (2 medalhas de prata, correspondendo à obtenção do 2º.lugar e 2 medalhas de bronze, correspondendo à obtenção do 3º. lugar). Foram os seguintes protagonistas:
1)- Duarte Manuel de Almeida Bello, no ano de 1948, em vela Swallow, obteve a medalha de prata;
2)- Joaquim Mascarenhas de Fiúza e Francisco de Andrade, no ano de 1952, em vela Star, obtiveram a medalha de bronze;
3)- Mário Gentil e José Gentil, no ano de 1960, em vela Star, obtiveram a medalha de bronze; e
4)- Victor Rocha e Nuno Barreto, no ano de 1966, em vela tipo 470, obtiveram a medalha de bronze.
Portugal sendo um país de marinheiros e tendo uma larga experiência na arte de marear, entendeu realizar no ano de 2007 os Campeonatos do Mundo de Vela Olímpica, cuja sede se situou na vila de Cascais.

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Laser_(vela): ttp://www.travinha.com.br/esportes-aquaticos/9174-vela/3551-a-historia-da-vela-olimpica: Documentação avulsa da INCM; Colecção particular do autor.

                                                            F I M
Publicado no Jornal das Caldas em 18-06-2014


domingo, 15 de junho de 2014

Numismática
Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

32º. Moeda
VII Série
Países Ibero-Americanos nos Jogos Olímpicos
Maratona
10 Euro
 
Anv: Apresenta no centro do campo a composição de figuras representativas de dois atletas em pleno esforço de corrida seguido por um soldado com a sua farda, portando na mão esquerda o escudo e na mão direita uma lança. Por baixo o valor facial da moeda “10 Euro Maratona” em três linhas; completa a composição da moeda circundando toda a orla a legenda “Países Ibério - Americanos nos jogos Olímpicos – Maratona”.
Rev: Apresenta no campo central e no círculo interior o escudo das armas nacionais sobreposto à esfera armilar, circundado pela legenda “República Portuguesa e pela era da moeda “2007”. No círculo exterior a heráldica dos países ibéricos e ibero-americanos, aderentes a este evento, Portugal, Espanha, Argentina, Equador, Guatemala, México, Nicarágua Paraguai e Perú.
Autor: José Cândido.
Moedas de Prata com acabamento normal:
Valor facial 10 Euro; Ag: 500/100 de toque; Dia 40 mm; Peso 27 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 70.000 exemplares.
Moedas de Prata proof:
Valor facial 10 Euro; Ag: 925/100 de toque; Dia 40 mm; Peso 27 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 17.500 exemplares.

Maratona é o nome de uma corrida realizada na distância oficial de 42,195 km, normalmente em ruas e estradas. Esta modalidade desportiva teve a sua origem na homenagem a uma antiga lenda grega do soldado ateniense Feidípedes, um mensageiro do exército de Atenas, que teria corrido cerca de 40 km entre o campo de batalha de Maratona até Atenas para avisar os cidadãos da cidade da vitória dos exércitos atenienses contra os persas e morrido de exaustão após cumprir a missão. É uma das mais longas, desgastantes e difíceis provas de atletismo que ininterruptamente se tem realizado desde a primeira edição dos Jogos Olímpicos em Atenas no ano de 1896. A distância actual da maratona de 42,195 Km., percorrida pela primeira vez na edição dos Jogos Olímpicos de Londres no ano de 1908, só se tornou oficial no ano de 1921. Esta modalidade ao longo dos anos tem vindo a aumentar o seu prestígio, o qual hoje se traduz numa das corridas mais populares e participativas em todo o mundo, ao ponto de presentemente se realizarem cerca de 500 maratonas, as quais englobam milhares de participantes. De uma maneira geral os Jogos Olímpicos que são disputados de 4 em 4 anos, são iniciados com a maratona feminina e terminados com a maratona masculina.

A maratona lendária

Reza a lenda que, no ano de 490 a.C., quando os soldados atenienses partiram para a planície de Marathónas para combater os persas na Primeira Guerra Púnica, [] suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado porque os inimigos haviam jurado que, depois da batalha, marchariam sobre Atenas, que violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos. Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem às suas mulheres para, se não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas, matar seus filhos e, em seguida, suicidarem-se. Os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que o esperado, de modo que temeram que elas executassem o plano. Para evitar isso, o general grego Milcíades ordenou ao seu melhor corredor, o soldado e atleta Feidípedes, que corresse até Atenas, situada a cerca de 40 km dali, para levar a notícia. Feidípedes correu essa distância tão rapidamente quanto pode e, ao chegar, conseguiu dizer apenas "vencemos", e caiu morto pelo esforço despendido. Seja como for, cerca de 2400 anos mais tarde, em 1896, quando da criação dos primeiros Jogos Olímpicos da Era Moderna, Feidípides foi homenageado com a criação dessa prova, cuja distância foi estipulada em cerca de 40 km, a distância aproximada de Maratona a Atenas, mas que desde 1921 tornou-se oficialmente de 42,195 km, depois de ser disputada nesta distância em Londres 1908. A grande maioria dos atletas que participam de uma maratona não a corre para vencer. O mais importante para os corredores amadores é correr contra si mesmo, conseguindo tempos mais rápidos e uma melhor colocação no seu grupo de idade ou de sexo. Muitos têm como meta apenas conseguir completá-la. Estratégias para a prova incluem correr a distância toda em ritmos diferentes ou andar e correr alternadamente por todo o percurso. Em 2005, o tempo médio de uma maratona nos Estados Unidos era de 4:32:08 para os homens e 5:06:08 para as mulheres. Claire Lomas completou a Maratona de Londres depois de dezassete dias de prova.

Recordes e melhores marcas
Os recordes mundiais para a maratona não eram oficialmente reconhecidos pela Federação Internacional de Atletismo (IAAF) até 1 de janeiro de 2004. Anteriormente, eles eram oficialmente designados como "melhor marca mundial". Para as marcas serem reconhecidas, o percurso onde são conquistadas devem atender às exigências da Federação. Normalmente, esses percursos são planos e de ida-e-volta. Os tempos mais rápidos acontecem em provas ao nível do mar, sem grandes oscilações do terreno, com temperaturas baixas e a ajuda de “lebres", corredores contratados para dar um ritmo forte à prova até determinada distância previamente estipulada, levando os principais competidores a marcas intermediárias rápidas, e depois abandonarem a corrida.[ O percurso tem a distância de 42,195 km medidos com o aparelho de calibragem da quilometragem usado em bicicletas, conhecido como Jonas Counter. A recordista do mundo é a britânica Paula Radcliffe, e o recorde masculino está no poder do queniano Wilson Kipsang, com o tempo de 2:03:23, obtido na maratona de Berlim no ano de 2013.
Portugal tem no seu palmarés dois atletas que venceram a maratona dos Jogos Olímpicos. 1º. Carlos Alberto de Sousa Lopes (Vildemoinhos, 18 de Fevereiro de 1947) foi um atleta e campeão olímpico, um dos melhores da sua geração sendo uma referência mundial do atletismo de longa distância. Ganhou a maratona nos Jogos Olímpicos de Montreal, no ano de 1976.


 2º. Rosa Maria Correia dos Santos Mota (Porto, 29 de Junho de 1958) foi uma atleta campeã olímpica e mundial da maratona. Ganhou a maratona nos Jogos Olímpicos de Seul, no ano de 1988.


Fontes: Documentação avulsa da INCM; Colecção particular do autor. Wikipédia – Maratona.


F I M

Editado no Jornal das Caldas em 11-06-2014

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Numismática
Moedas Portuguesas Comemorativas do Euro

31º. Moeda
Realizações Europeias
“Passarola” Bartolomeu de Gusmão - 1709
8 Euro
   
Características da moeda

  


Anv: Apresenta no centro do campo a legenda “República Portuguesa”, o escudo nacional assente na esfera armilar por cima, e o valor facial da moeda 8 € por baixo. No campo lateral esquerdo encontra-se a era “2007” e o logotipo da colecção. No campo lateral direito a legenda “Euro”.
Rev: Apresenta na parte superior junto à orla da moeda as legendas “Realizações Europeias”, e a “Passarola de Bartolomeu de Gusmão 1709”. Na parte inferior e ao centro apresenta-se a figura da Passarola desenhada com base em estudos efectuados pelo Padre Himalaia.
Autor: Espiga Pinto.
Moedas de Prata com acabamento normal:
Valor facial 8 Euro; Ag: 500/100 de toque; Dia 36 mm; Peso 27 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem 129.375 exemplares.
Moedas de Prata proof:
Valor facial 8 Euro; Ag: 925/100 de toque; Dia 36 mm; Peso 31,10 g.; Bordo serrilhado. Cunhagem de 25.000 exemplares.

Bartolomeu Lourenço de Gusmão nasceu no ano de 1685 na capitania de São Vicente, Santos, no Brasil, e faleceu na cidade de Toledo em 18 de Novembro de 1724. Era filho de Francisco Lourenço Rodrigues e de Maria Álvares. Mais tarde, em 1718, adoptou o apelido de Gusmão em homenagem ao preceptor o  jesuíta Alexandre Gusmão. Cursou as primeiras letras provavelmente na própria Capitania de São Vicente, no Colégio de São Miguel, então o único estabelecimento educacional da região. Prosseguiu os estudos na Capitania da Baía de Todos os Santos. Aí ingressou no Seminário de Belém, em Cachoeira, onde teria início a sua profícua carreira de inventor. O seminário situava-se sobre um monte de cem metros de altura, cujo abastecimento de água era muito precário, a qual tinha que ser captada e transportada em vasos a partir de um brejo subjacente. Percebendo o problema, Bartolomeu inteligentemente planeou e construiu um maquinismo para levar a água do charco até o seminário por meio de um cano longo. O invento, testado com absoluto sucesso, foi considerado admirável e de grande utilidade, inclusive pelo próprio reitor e fundador do seminário, o sacerdote Alexandre de Gusmão. Terminou o curso no Seminário de Belém em 1699, Bartolomeu transferiu-se para Salvador, capital do Brasil à época, e ingressou na Companhia de Jesus, de onde saiu antes de ser ordenado, em 1701. Viajou para Portugal, onde chegou já famoso, ficando hospedado em Lisboa, na casa do 3º Marquês de Fontes, que se impressionara com os dotes intelectuais do jovem. Contava ele então com apenas dezasseis anos. Em 1702, Bartolomeu voltou ao Brasil e deu início ao processo de sua ordenação sacerdotal. Três anos depois requereu à Câmara da Baía a patente para o seu aparelho inventado anos antes - o invento para fazer subir água a toda a distância e altura que se quiser levar. A patente foi expedida em 23 de março de 1707 pelo rei Dom João V. Em 1708, já ordenado padre, Bartolomeu embarcou mais uma vez para Portugal. Logo após a sua chegada, no primeiro dia de Dezembro matriculou-se na Faculdade de Cânones da Universidade de Coimbra. Passados alguns meses, contudo, abandonou a faculdade para se instalar em Lisboa, onde foi recebido com agrado pelo Rei Dom João V e pela Rainha Maria Ana de Áustria, tendo sido apresentado aos soberanos por um dos maiores fidalgos da Corte, D. Rodrigo Anes de Sá Almeida e Menezes. Na capital portuguesa o padre Bartolomeu de Gusmão pediu patente ou "petição de privilégio " para um “instrumento para se deslocar pelo ar” – que se revelaria ser, mais tarde, o que hoje se conhece por aeróstato ou balão, a qual foi concedida no dia 19 de Abril de 1709 . Em Agosto, finalmente, Bartolomeu de Gusmão fez perante a corte portuguesa cinco experiências com balões de pequenas dimensões construídos por ele: na primeira, realizada no dia 3 na Casa do Forte (Palácio Real), o protótipo utilizado pegou fogo antes de subir; na segunda, feita no dia 5 noutra dependência do palácio, a Casa Real, o aeróstato, provido no fundo duma tigela com álcool em combustão, elevou-se a 4 metros, quando começou a arder ainda no ar, sendo imediatamente derrubado por dois serviçais armados de paus, receosos dum incêndio aos cortinados do recinto; na terceira vez, no dia 6 novamente na Casa do Forte, o balão, contendo no interior uma vela acesa, logrou fazer um voo curto, mas queimou-se; na quarta, executada no dia 7 no Terreiro do Paço, o balão elevou-se a grande altura, pousando lentamente minutos depois; na quinta, levada a efeito no dia 8 na Sala das Audiências, no interior do Palácio Real, o globo subiu até o tecto do aposento, aí se demorando, quando enfim desceu com suavidade. Em 3 de Outubro de 1709, na ponte da Casa da Índia, o padre fez nova demonstração do invento. O aparelho utilizado era maior que os anteriores, mas ainda incapaz de carregar um homem. A experiência teve êxito absoluto: o aeróstato subiu alto, flutuou por um tempo não medido e pousou sem estrépito.


O fato causou celeuma na cidade e a notícia rapidamente se espalhou para alguns reinos europeus. O invento, foi divulgado pela Europa em estampas fantasiosas que, em geral, o retratavam como uma barca com formato de pássaro, ficando conhecido como “Passarola”. Entre 1713 e 1716 viajou pela Europa. Em 1713 registou na Holanda o invento de uma “máquina para a drenagem da água alagadora das embarcações de alto mar” (patente que só veio a público em 2004 graças a pesquisas realizadas pelo arquivista e escritor brasileiro Rodrigo Moura Visoni). Viveu em Paris, trabalhando como ervanário para se sustentar, até que encontrou seu irmão Alexandre, secretário do embaixador de Portugal na França. O padre Bartolomeu de Gusmão voltou a Portugal, mas foi vítima de traiçoeira campanha de difamação. Acusado pela Inquisição de simpatizar com cristãos-novos, foi obrigado a fugir para a Espanha, no final de Setembro de 1724, com um seu irmão mais novo, Frei João Álvares, pretendendo chegar a Inglaterra. Segundo o testemunho que, mais tarde, João Álvares daria à Inquisição espanhola, Bartolomeu de Gusmão ter-se-ia convertido ao judaísmo, em 1722, depois de atravessar uma crise religiosa. O relato de João Álvares ao Santo Ofício, ainda que deva ser considerado com cautela, mostra, segundo Joaquim Fernandes, aspectos místicos, messiânicos e megalômanos de Bartolomeu de Gusmão. Em Toledo, Bartolomeu adoeceu gravemente, sendo recolhido no Hospital da Misericórdia daquela cidade, onde veio a falecer em 18 de Novembro de 1724, aos 38 anos. Antes de morrer, porém, confessou-se e recebeu a comunhão, conforme o ritual católico, e assim foi sepultado na Igreja de São Romão, em Toledo. Foram feitas, ao longo de décadas, várias tentativas para localizar a sua campa, o que ocorreu no ano de 1856. Parte dos restos mortais foram transladados para o Brasil no ano de 2004, encontrando-se depositados na Catedral Metropolitana de São Paulo. Cinco testemunhas registraram essas experiências: o cardeal italiano Miquelângelo Conti, eleito papa em 1721 sob o nome de Inocêncio XIII, os escritores Francisco Leitão Ferreira e José Soares da Silva, nomeados membros da Academia Real de História Portuguesa em 1720, o diplomata José da Cunha Brochado e o cronista Salvador António Ferreira, portugueses.

F I M
Publicado no Jornal das Caldas de 28-05-2014